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24 Junho de 2019 | 18h41 - Actualizado em 25 Junho de 2019 | 15h55

Mais de 700 obras expostas na feira do livro da Ganda

Ganda - Mais de 700 livros de temáticas diversas estão expostos numa feira que decorre no município da Ganda, província de Benguela, no quadro dos festejos dos 50 anos da sua ascensão a categoria de cidade, que hoje (24) se assinala, constatou a Angop.

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Benguela: Cidade da Ganda

Foto: Agostinho Isabela

Promovida pelo movimento Shalom, afecto a igreja Católica, em parceria com a Administração Municipal da Ganda, a feira visa incentivar o gosto pela leitura e destacar a importância do livro em prol do desenvolvimento intelectual das pessoas.

Com duração de cinco dias, o certame inclui ainda a exposição de 200 obras clássicas de literatura nacional, fazendo referência a autores como Pepetela, José Luandino Vieira, Raúl David, Mendes de Carvalho, dentre outros.

Em declarações à Angop, o coordenador do movimento Shalom em Benguela, Graciano Catumbela, disse que, nesta feira, o destaque vai para a figura do escritor Raúl David, já falecido, natural da Ganda e cujo pensamento e intelectualidade consta de obras como “Coolonizado e colonizador” e “Benguela no contexto de ontem e hoje”.

Manifestou-se satisfeito pelo facto de haver muitos visitantes, mais de 200, com realce para estudantes e docentes.

Na abertura oficial desta feira, o administrador local, Francisco Rodrigues Prata, incentivou a organização a continuar nesta senda, com vista ao fortalecimento da parceria público e privada e incutir nas pessoas, sobretudo da camada juvenil, o hábito pela leitura para obterem conhecimentos científicos.

Ainda nesta feira, além de livros, estão expostas 200 peças de vestuário africano, bem como brinquedos (bonecas) para proporcionar um ambiente mais festivo, sobretudo para as crianças, cujos preços variam de 100 a cinco mil kwanzas.

Entretanto, aberta oficialmente a 24 de Maio último, a jornada dos 50 anos de cidade da Ganda contempla várias realizações de carácter cultural, desportivas e recreativas, palestras sobre data, campanha de pagamento de impostos, marcha de repúdio a criminalidade, visitas a locais de interesse histórico e cultural, feira agro-pecuária, campanhas de limpeza e embelezamento, dentre outras.

Reza a história que os primeiros habitantes da região eram oriundos da Ganda Lakawe, uma região do município da Caála (Huambo). A então vila Mariano Machado (Ganda) foi elevada a categoria de cidade em 24 de Junho de 1969, sob portaria nº 16.247, exarada pelo então governador-geral de Angola, Camilo Augusto de Miranda Rebocho Vaz.

Com uma população estimada em cerca de 250 mil habitantes e uma superfície de quatro mil e 817 quilómetros quadrados, a Ganda é uma região potencialmente rica na produção agro-industrial e limita-se a norte com município do Balombo, oeste com Cubal, sudoeste com Caluquembe e Caconda (Huíla) e Tchinjenje (Huambo).

A divisão política administrativa e territorial compreende, além da sede municipal, quatro comunas, da Ebanga, Babaera, Casseque e Chikuma,  com um total de 44 povoações e 533 aldeias, baseadas num clima temperado e próprio para prática de agricultura, criação de animais.

Foi, entre 1973 e 1982, considerado o segundo parque industrial da província de Benguela, dado o funcionamento do ex-complexo industrial do ultramar português, actual Companhia de Celulose e Papel de Angola (CCPA).

No repovoamento florestal, a Ganda é conhecida pelos 18 perímetros florestais de eucaliptos e antigas fábricas de transformação de conservas de frutas e salsicharias da Talim, Buçaco, bebidas fermentadas, descasque e torrefacção de café arábica.

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