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20 Outubro de 2019 | 04h47 - Actualizado em 21 Outubro de 2019 | 10h12

Angolanos e cabo-verdianos "assaltam" palco do Festival Zouk

Luanda - Apesar da participação das estrelas antilhanas (Jean Michel Rotin e Tanya ST Val), a noite da segunda edição do Festival Zouk, ocorrida na Baia de Luanda, teve como referências principais os músicos angolanos Paulo Flores e Impactus 4 e a dupla cabo-verdiana Beto Dias&Suzana Lubrano.

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Beto Dias e Suzana Lubrano

Foto: Nelson Malamba

Com um cardápio musical bem conhecido do público, que teve, em algumas ocasiões, o direito de escolha de temas, Paulo Flores, Impactus 4 (comandado por Yola Semedo), Beto Dias&Suzana Lubrano marcaram o ritmo do evento, dando-lhe um caris mais português e relegando para um plano “secundário” os antilhanos.

Quartos a subirem ao palco, depois das passagens de Halison Paixão, Gerilson Insrael e Landrick, os Impactus 4, grupo constituído pelos manos Yola Semedo, Jorge, Eduina e Alcino, começou a sua epopeia com Como te Amo, “passando por Olha Fruta, Wanda, Sem Você,  para fechar com Ingrato, depois do seu reaparecimento em palco.

Impulsionados pelas gargantas dos fãs que fizeram questão de ajudar a cantar algumas das músicas, os integrantes do grupo justificaram em palco a razão do convite da organização, dando provas que os cerca de 12 anos ausentes dos palcos não afectaram o entrosamento e muito menos a empatia para com o público.

A cada tema interpretado, o público respondia e mostrava aos artistas que tinham estudado bem a lição de casa e estavam no local prontos para o que fosse necessário em termos de apoio moral.

Num ambiente de festa, o grupo despediu-se dos fãs com Magui, deixando o palco para uma voz e um rosto bem conhecido nas lides musicais por parte de quem se deslocou ao local: Paulo Flores.

Impulsionado pelos mais jovens, Paulo Flores aproveitou os seus 40 minutos de acção para brindar os fãs com temas como O Povo, com a qual abriu uma viagem a um passado mais presente repertorio artístico.

Num à vontade, marca que o caracteriza nos palcos, Paulo Flores recuou nos tempos e foi ao baú buscar Coisas da Terra, Reencontro, Coração Farrapo, Processos da Banda, Inocente, Baju, entre outras, para a satisfação da legião de fãs que cantaram, na totalidade, todas as músicas.

Com à noite a caminhar para o fim, Paulo Flores abandonou o palco, por volta das 23h40, dando espaço para Jean Michel Rotin.

Mesmo apesar dos seus 49 anos de idade, o antilhano fez por merecer. Em quase 50 minutos em palco, apesar de cantar temas quase desconhecidos pela grande maioria do público presente, não fosse também o facto de serem jovens nascidos, maioritariamente, depois dos anos 2000, provocou uma viagem nostálgica aos adultos que fazem parte da sua legião de fãs.

Do baú, Jean Michel Rotin tirou temas como Why now, Sé Baw, Adié an nou, un homem, se’w, bondyé, para a satisfazem de quem sempre acompanhou a sua carreia artística.

Procurando incentivar o público, o artista foi usando da psicologia para mostrar que estava à vontade, com uns toques, numa noite dedicada ao zouk.

Cinquenta e quatro anos de idade, mais num corpo ainda jovem, assim se apresentou Tanya ST Val, abrindo a sua actuação, por volta da 0h00, com o tema Tropical.

Última convidada das antilhas, Tanya ST Val passou para Lanmou, Boagie, Carole, Ante vie di’w, Fann, entre outras referencias do seu repertório.

Bem sacudida, a cantora mostrou aos fãs que nem a idade a impedia de associar a dança e a arte de cantar, numa simbiose que levou o público a despedir-se dela com muitos aplausos.

Ao cair do pano, já os ponteiros dos relógios apontavam para a hora 01h22, subia ao palco a renomada cabo-verdiana Suzana Lubrano, com Fofo, Razão Nha Vida e Reservan, cantadas a solo, para posteriormente a ela Beto Dias.

Com Si Sa beba e Visuado na bo, Beto Dias e Suzana Lubrano dividiram o palco, uma dupla que levou ao delírio os fãs, antes mesmo de o primeiro ficar sozinho para interpretar Até 1 dia, Vítima de paixão.

Conquistado o público, a sequência seguiu com Suzana, com Festa mascarado, Tudo pa bo, 1 na 1 miliau, Talento, Recordar passado, para fechar a jornada com Oh li oh lá, Vale pena, Nós dois e Kivida, na companhia de Beto Dias, tema com a qual se despediram do público angolano no meio de muitos agradecimentos pelo convite da Moments Evento, organizadora do festival.

Assuntos Angola  

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