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19 Fevereiro de 2020 | 01h17 - Actualizado em 19 Fevereiro de 2020 | 01h16

Fazedores de teatro reflectem sobre cobertura da media

Luanda - Uma mesa redonda sob o lema "Cobertura da media nas sessões de teatro e ausência de programa na TV especializada em teatro", juntou terça-feira, em Luanda, os fazedores de artes cénicas, com objectivo de traçarem estratégias para melhorar a divulgação dos seus trabalhos.

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Fazedores de teatro reflectem em torno da cobertura jornalística

Foto: António Escrivão

No encontro, organizado pelo espaço cultural "Há teatro no Camões", no auditório Pepetela, do Centro Cultural Português, os fazedores teatrais consideraram imperioso a emancipação dos autores e encenadores, no que se refere a formação, para uma melhor comunicação.

Em declarações à Angop, o actor e jornalista Walter Cristóvão afirmou que a questão da formação dos fazedores de teatro é importante, mas o mundo teatral angolano debate-se muito com ausência de programas especializados a nível da media.

Neste contexto, o autor considerou que actualmente a cobertura das sessões teatrais a nível da media conheceu melhorias significativas, faltando apenas a implementação de programas temáticos.

“Os grupos precisam saber elaborar uma nota de imprensa, para poder atrair o interesse da media”, referiu.

Para a actriz Solange Feijó, houve uma regressão na cobertura das sessões teatrais, uma vez que a media (televisão e rádio) não mostra interesse.

Apelou a mais organização por parte dos grupos, para que possam levar a media nas salas de teatro.

O actor e jornalista Cabingano Manuel referiu ser importante para os grupos, a produção de boas peças teatrais com interesse público, no sentido de poder atrair a atenção da media.

Defendeu ainda a necessidade dos órgãos de comunicação social especializarem os seus profissionais em matérias culturais (teatro), uma vez que muitos órgãos não têm uma editoria específica sobre o assunto.

Por outro lado, o coordenador do espaço cultural “Há teatro no Camões”, José Teixeira, reconheceu a presença dos órgãos de comunicação nas salas de teatro, mas augura a criação de programas especializados a nível dos órgãos, onde possam haver debates e entrevistas sobre o mundo da encenação.

Quanto aos assuntos mais candentes que preocupa os fazedores de teatro, José Teixeira referiu tratar-se de questões técnicas e a ausência de salas onde os grupos possam apresentar os trabalhos.

O encontro terminou com um momento teatral do Projecto Vela Angola, que apresentou a peça Lúpulo, um monólogo que retrata a história de Man-Fide, um homem alcoólico que perde tudo devido a bebida.

Assuntos Cultura   Teatro  

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