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12 Agosto de 2020 | 23h29 - Actualizado em 13 Agosto de 2020 | 11h05

Angola perde figuras de destaque

Luanda - O ano de 2020 continua a ser "negro" para a sociedade angolana, que já registou, em oito meses, a morte de várias figuras públicas.

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Carlos Burity morreu nesta quarta-feira

Foto: Nelson Malamba

O clima de dor e luto é notório em várias esferas sociais, desde a política à cultura, passando pelo desporto, jornalismo até à diplomacia.

O clima sombrio deste ano equipara-se ao de 2012, altura em que o país perdeu, no espaço de apenas quatro meses, igual número de músicos: Mamborró, Zecax, Chissica Arts e Nito Nunes.

Ainda que muito custe aceitar, 2020 já entrou para a triste memória dos angolanos, não só por conta das mortes de figuras públicas, como também pela crise provocada pela pandemia da Covid-19, que tem tirado do convívio da sociedade centenas de pessoas anónimas.

O clima de dor e consternação iniciou-se com o anúncio da morte, em Fevereiro último, do músico Kueno Ayonda, vítima de doença, seguindo-se a do jornalista António Ferreira "Aleluia", do Jornal de Angola.

Os angolanos viram partir, igualmente, o general e nacionalista Kundi Payama, vítima de doença, primeiro de um período mais acentuado de mortes, que deixam o país em lágrimas.

Depois do antigo ministro da Defesa e governador de Benguela, quando o país ainda tentava se recompor da dor, faleceu o jornalista Paulo da Mata, curiosamente, por doença.

Como que numa onda de azar, pouco tempo depois Angola chorou a perda do dirigente desportivo "Camulogi", peça fulcral na estratégia de direcção e liderança do Inter Clube.

A "saga" continuou com a morte do jornalista Edgar Cunha, um dos históricos apresentadores do telejornal da Televisão Pública de Angola.

À semelhança dos demais, o profissional também morreu por doença, com a diferença de ser fora das fronteiras nacionais, em Portugal.

Foi também de Portugal que  veio a triste notícia da morte, na última segunda-feira, vítima de cancro, do conceituado músico Waldemar Bastos.

A morte do artista deixou grande vazio entre a classe artística do país, que ainda hoje chora pela perda, aguardando por funeral condigno do autor de "Margarida", Teresa Ana", Pitanga Madura", "Velha Xica", entre outros sucessos.

Dois dias depois, o país voltou a ser abalado pela notícia da morte de Carlos Burity, outro ícone da música angolana, que deixa Angola mais pobre em termos de executantes de semba.

Autor de vários temas de sucesso, como "Monami" "Carolina", "Onja La Yeya", "Ilha de Luanda", "Narciso" e "Canção Nostalgia" teve paragem cardiorrespiratória nesta quarta-feira.

De igual modo, nesta quarta-feira morreu o embaixador de carreira Luís de Almeida, vítima de doença, agudizando, ainda mais, a dor dos angolanos, num ano que já pode ser considerado bastante negro para o país e o Mundo.

Conforme várias opiniões expressadas nas redes sociais, por formadores de opinião e pessoas anónimas, o ano de 2020 já começa a  transformar-se num pesadelo.

Com o sentimento de perda a bater no coração dos angolanos, procura-se, por esta altura, por respostas para tanto "azar" e por "antídotos" para combater a depressão causada pela dor.

Angola chora pela morte de várias figuras públicas e de pessoas anónimas, que ao longo dos anos deram o melhor de si em prol da afirmação do país no contexto das nações, por meio da arte, da cultura, da política, do jornalismo, do desporto e de outras facetas da sociedade.

Assuntos Angola  

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