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13 Agosto de 2020 | 19h50 - Actualizado em 13 Agosto de 2020 | 21h06

Portugal: Waldemar Bastos sepultado no cemitério do Galiza em Lisboa

Lisboa (Da correspondente) - Os restos mortais do músico Waldemar Bastos foram hoje, quinta-feira, a enterrar no cemitério do Galiza, em Lisboa.

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Restos mortais de Waldemar Bastos foram a enterrar

Foto: Pedro Parente

O músico faleceu a 10 deste mês, no Hospital de Oncologia de Lisboa (Portugal), vítima de prolongada doença.

A seguir ao funeral, no Anfiteatro do Parque dos Poetas, no Estoril, decorreu uma homenagem pública condicionada pelo cumprimento das regras de biossegurança no âmbito da prevenção e combate à Covid-19.

(Por dentro)

Waldemar dos Santos Alonso de Almeida Bastos, conhecido por Waldemar Bastos, nasceu em M'Banza Kongo, capital da província do Zaire, a 4 de Janeiro de 1954.

Começou a cantar em idade muito precoce, utilizando instrumentos do seu pai. Após a independência, em 1975, rumou para Portugal.

Foi um dos mais notáveis músicos da Angola independente, ao lado de nomes sonantes, como Barcelo de Carvalho "Bonga", Elias Dya Kimuezu, Alberto Teta Lando, Ruy Mingas, André Mingas e Filipe Mukenga, entre outras vozes clássicas.

Em mais de 40 anos de carreira, foi distinguido com um Diploma de Membro Fundador da União dos Artistas e Compositores (UNAC-SA) e com o Prémio Award, em 1999, pela World Music.

Dono de voz uma inconfundivel e composições de grande valor patriótico, trabalhou com vários artistas de renome no Mundo, entre os quais Chico Buarque, Dulce Pontes, David Byrne, Arto Lindsay e Ryuichi Sakamoto.

Nas suas várias andanças pelo Mundo, teve o privilégio de actuar com a Orquestra Gulbenkian, a London Symphony Orchestra e a Brazilian Symphony Orchestra, momentos que o artista chegou a considerar dos mais marcantes da sua carreira.

Amante dos Bee Gees e de Carlos Santana, recebeu, em 2018, o Prémio Nacional de Cultura e Artes, a mais nobre distinção cultural da República de Angola.

Em 2017, foi considerado Músico e Cantor Internacional do ano, no X Encontro de Escritores Moçambicanos na Diáspora, em Lisboa, ocasião em que foi elogiado por defender a democracia e os direitos humanos.

Discografia

1983: Estamos Juntos (EMI Records Ltd) 989: Angola Minha Namorada (EMI Portugal) 1992: Pitanga Madura (EMI Portugal) 1997: Pretaluz [blacklight] (Luaka Bop) 2004: Renascence (World Connection) 2008: Love Is Blindness (2008) 2012: Classics of my soul (2012)

Assuntos Angola  

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