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11 Outubro de 2018 | 16h17 - Actualizado em 11 Outubro de 2018 | 16h16

Financiamento chinês será mais-valia para Angola

Luanda - O analista político Francisco Sachitota considerou nesta quinta-feira, em Luanda, uma mais-valia para Angola o novo financiamento da China, porquanto permitirá a implementação de projectos de impacto económico e social.

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Francisco Sachitota - Analista Político

Foto: Cedida

O referido financiamento vai concorrer para potencializar a produção nacional, numa altura em que Angola aposta na diversificação da economia, segundo o analista.

No período de 9 a 10 do corrente mês, o Presidente da República, João Lourenço, efectuou uma visita de Estado à República Popular da China, a convite do seu homólogo chinês, Xi Jinping.

Durante a sua estada, as repúblicas de Angola e Popular da China rubricaram um acordo de facilitação que prevê um financiamento, do Banco de Desenvolvimento Chinês, avaliado em dois mil milhões de dólares.

Sobre o assunto, o analista político afirmou que a implementação de projectos de impacto económico e social propiciará o êxito do Programa de Apoio a Produção, Diversificação das Exportações e Substituições das Importações (PRODESI), levado a cabo pelo Executivo.

A potencialização da produção nacional também joga um papel fundamental neste processo, com a finalidade de melhorar as condições de vida dos angolanos e contribuir para o desenvolvimento do país.

Por isso, Francisco Sachitota recomendou maior rigor na implementação de projectos de curto e médio prazos, para a obtenção de benefícios duradouros.

Na terça-feira (dia 9), a propósito do novo financiamento chinês, o Presidente João Lourenço  disse ao primeiro-ministro da China, Li Keqiang, que já foram identificados alguns projectos prioritários, para os quais pede a afectação de receitas do país asiático.

Entre esses projectos constam a segunda fase do Centro Integrado de Segurança Pública, do novo Centro de Convenções e Hotel, Sistema de Abastecimento de Águas de Luanda, Aproveitamento Hidroeléctrico do Zenzo, Ligação de média e alta tensão do Huambo, Huíla e Namibe.

Estão também nas prioridades a requalificação do troço ferroviário do Zenza-Cacuso, a ligação ferroviária Luacano-Jimbe, para ligar o Caminho-de-Ferro de Benguela à Zâmbia, programa de reabilitação de infra-estruturas rodoviárias e a nova Base Naval da Marinha de Guerra.

À Angop, o analista Francisco Sachitota também falou do Fórum de Cooperação China - África, realizado na cidade chinesa de Beijing no mês de Setembro último, como uma demonstração do grande interesse chinês de continuar a cooperar, de forma estreita, com os países do continente africano.

Na sua óptica, nos últimos anos, a China tornou-se um parceiro ideal para a concretização de diversos projectos de impacto no continente africano.

Segundo o também docente universitário, em função da crise económica e financeira reinante, os países africanos buscam fontes alternativas para o financiamento das suas economias.

Durante o fórum, o presidente chinês, Xi Jinping, anunciou que o seu país vai disponibilizar, para os países africanos, cerca de 60 mil milhões de dólares.

Assuntos China   Cooperação   Opinião  

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