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09 Janeiro de 2019 | 17h38 - Actualizado em 09 Janeiro de 2019 | 20h17

Operação Transparência alargada para todo país

Luanda - A Operação Transparência, que visa combater o garimpo de diamantes e a imigração ilegal, vai entrar na sua terceira fase e abrangerá as províncias do Huambo, Huila, Cuanza Sul, Cuanza Norte, Cunene, Benguela e Cabinda.

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Porta-voz da Operação Transparência, António Bernardo

Foto: Henri Celso

Os territórios destas cinco províncias não eram alvo da Operação Transparência, que teve início a 25 de Setembro de 2018 nas regiões de Malanje, Lunda Norte, Lunda Sul, Moxico, Bié, Uíge e Zaire. Em Outubro deste mesmo ano ela foi estendida às províncias de Luanda, Bengo, Moxico e Zaire.

Devido a proximidade com a  República Democrática do Congo (RDC), que se encontra em período eleitoral, a província de Cabinda estará, momentaneamente, fora do processo, segundo informou esta quarta-feira, em Luanda, o porta-voz da operação, António José Bernardo.

António José Bernardo acrescentou que esta terceira etapa vai abranger também o perímetro marítimo angolano.

A decisão foi tomada após a reunião da Comissão de Apoio ao Conselho de Segurança Nacional para o Combate à Imigração Ilegal e Tráfico Ilícito de Diamantes, que analisou o relatório sobre implementação da Operação Transparência, sob orientação do ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, Pedro Sebastião.

Depois de se ter ultrapassado “problemas técnicos”, informou que nas 11 províncias, onde  decorrerem  a operação, o processo será intensificado,  visando a sua consolidação.

António Bernardo esclareceu que o destino dos meios apreendidos, entre os quais 121 mil 867 pedras de diamantes, por avaliar, e 34 milhões 535 mil e 38 quilates de diamantes, será decidido pela justiça.

Quanto aos detidos por suposta prática de exploração e venda ilegal de diamantes, solicitou maior celeridade dos tribunais na constituição dos processos-crime, embora admitida que a operação “não visa perseguir pessoas”.

Desdramatizou informações segundo as quais os estrangeiros repatriados estão a voltar a Angola e ao garimpo, afirmando que a Operação Transparência despertou a cultura de denúncia na população, principalmente das autoridades tradicionais (sobas).

Ao cabo de três meses do processo, além dos 121 mil e 867 pedras de diamantes por avaliar e 34 milhões 535 mil 38 quilates, bem como foram encerradas mais de 300 casas de venda e  90 cooperativas.  Fez-se o repatriamento voluntário de 414 mil 643 congoleses e de 700 estrangeiros oeste-africanos.

Assuntos Política  

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