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12 Novembro de 2019 | 18h56 - Actualizado em 13 Novembro de 2019 | 08h51

Múltiplas candidaturas aumentam expectativa do Congresso da UNITA

Luanda - O XIII (décimo terceiro) congresso ordinário da UNITA arranca nesta quarta-feira, em Luanda, tendo como principais objectivos a eleição, entre cinco candidatos, do futuro presidente da organização e traçar estratégias para os próximos desafios eleitorais.

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Militantes da UNITA

Foto: Gaspar dos Santos

Estão na corrida para a sucessão de Isaías Samakuva o vice-presidente do partido, Raúl Danda, o secretário para as relações internacionais, Alcides Sakala, o antigo secretário geral, Abílio Kamalata Numa, o deputado José Pedro Catchiungo e o presidente da bancada parlamentar, Adalberto da Costa Júnior.

A campanha eleitoral foi intensa, tendo os candidatos percorrido diversas províncias do país para darem a conhecer as suas ideias e projectos, com o intuito de influenciar os eleitores participantes no conclave do maior partido da oposição em Angola.

Os candidatos do também conhecido por partido do “Galo Negro”, por constar da sua bandeira o símbolo do galináceo, esgrimiram também os seus argumentos sobre o desenvolvimento económico e social do país. 

Os mil 150 delegados, alguns dos quais provenientes da diáspora, devem aprovar um conjunto de teses e programas sobre a vida política, económica e social do país, bem como as ligadas à organização e funcionamento do seu partido.

Com término previsto para sexta-feira, o conclave, a decorrer sob o lema “Patriotismo, Coesão e Cidadania”, deve também aprovar a estratégia para as eleições autárquicas, previstas para 2020, e para as eleições gerais de 2022.

Tem sido manifestado pela actual liderança e pelos candidatos à presidência a intenção de levar a UNITA a governar Angola depois das eleições de 2022.

Desde as primeiras eleições multipartidárias, de 1992, em que obteve 50 dos 220 assentos na Assembleia Nacional (Parlamento), que a UNITA tem mantido a segunda posição, superada sempre pelo partido no poder, o MPLA.

Resultado das eleições de 2017, o partido do "Galo Negro" tem 51 deputados, depois de ter conseguido eleger 16 em 2008 e 32 em 2012.

HISTÓRIA

A União Nacional para a Independência Total de Angola – UNITA - foi fundada a 13 de Março de 1966, por ocasião do seu primeiro Congresso,  Muangai, província do Moxico, por Jonas Malheiro Savimbi e um grupo de patriotas conhecidos como os Conjurados do Treze de Março, para impulsionar a luta contra a colonialismo português.

Apresenta-se, desde Muangai, como um projecto político sob o signo da “unidade do território, unidade do Estado, unidade de propósito” e como “uma união de povos, aspirações e culturas, uma frente unida em torno de um desafio secular” de conquista da liberdade, da cidadania e da dignidade do angolano e a construção da Nação Angolana. 

O actual líder da UNITA, Isaías Samakuva, foi eleito presidente do partido em 2003, no decurso do IX (nono) congresso, após o fim da guerra, com a morte do líder fundador, Jonas Savimbi, o governo e a UNITA assinam o Memorando de Entendimento do Luena, a 4 Abril de 2002, para o fim da guerra.

Por ocasião do XI congresso, registava-se uma situação bicéfala na liderança da organização que era capitaneada pelo fundador, Savimbi, de armas na mão, e pela então "UNITA Renovada", liderada por Eugénio Manuvakola, presente na Assembleia Nacional e nas zonas controladas pelo governo.

A organização já se apresentou ideologicamente como sendo de centro-esquerda. Actualmente, apresenta-se como o que em inglês se chama “catch-all party”, numa alusão a abertura total a todos que se
identifiquem com os seus princípios, a ponto de aceitar para a sua lista de deputados cidadãos de outras forças políticas, desde que contrárias ao partido no poder.

Assuntos Política  

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