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19 Agosto de 2019 | 20h37 - Actualizado em 20 Agosto de 2019 | 12h08

Governo apela ao bom senso do ACNUR

Dundo - O governo angolano apelou ao bom senso por parte do Alto Comissariado das Nações Unidas (ACNUR) no apoio ao processo de repatriamento dos refugiados da República Democrática do Congo (RDC), sem a imposição de regras, por se tratar de um assunto de emergência e humanitário.

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Faustina Fernandes, Alves, Ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher

Foto: Rosário dos Santos

O apelo foi feito hoje (segunda-feira) pela ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, Faustina Alves, que destacou o facto do governo angolano estar a prestar todo apoio ao repatriamento dos refugiados congoleses.

Na madrugada de domingo (18), oito mil, dos 23 mil e 684 refugiados, decidiram, unilateralmente, abandonar o campo em que se encontravam alojados, número que subiu para 18 mil e 800.


Os mesmos rumaram a pé em direcção ao centro político e administrativo da província (cidade do Dundo), para atingir a fronteira com a República Democrática do Congo, num percurso de 80 a 90 quilómetros, tendo atingido apenas a sede municipal do Lóvua.

A decisão dos congoleses de abandonar o centro do Lóvua contraria a recomendação da ACNUR, que perspectiva o seu repatriamento a partir de Setembro próximo.

“Se começa a morrer gente e mulheres a darem a luz ao longo da via, Angola será conotada como um país que não respeita os direitos humanos, por isso, no bom senso e fruto das boas relações diplomáticas entre o ACNUR e Angola, nós temos que encontrar formas de contornar, (pelo que) vamos proteger as vidas que estão neste momento no nosso país”, sublinhou.

Apelou ao ACNUR para a adopção de medidas “imediatas” no sentido de ajudar o governo angolano a proteger e facilitar o repatriamento, por uma questão de princípios humanitários, principalmente para preservar a vida humana, em particular das crianças, mulheres e idosos.

A migração dos mais de 35 mil cidadãos congoleses, em desespero, para Angola, derivou da violência extrema e generalizada causada por tensões políticas e étnicas na RDC em Maio de 2017.

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