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09 Setembro de 2019 | 19h23 - Actualizado em 10 Setembro de 2019 | 09h09

Academia Militar do Exército forma mais de 200 licenciados

Lobito - Duzentos e cinquenta e dois cadetes foram já licenciados em Ciências Militares, desde 2017, pela Academia Militar do Exército (AMEX), no Lobito, província de Benguela, disse hoje, segunda-feira, o seu comandante, tenente-general António José de Sousa Queirós.

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Benguela: Comandante da Academia do Exército, Tenente-General José Queirós

Foto: CARLOS BENEDITO

Falando no acto alusivo ao décimo aniversário daquela academia militar, o comandante referiu que, desde o início dos cursos de licenciatura, em Março de 2013, até ao presente momento, inscreveram-se na instituição, por via de concurso público, 18.763 candidatos, dos quais foram admitidos 1.492 cadetes.

Adiantou que, no presente ano lectivo, 981 cadetes, incluindo cinco de nacionalidade cabo-verdiana, estão a frequentar os cursos, do primeiro ao quinto ano, em 14 especialidades.

Entre as especialidades encontram-se os cursos de infantaria, tanques, telecomunicações, artilharia terrestre, defesa antiaérea, protecção nuclear biológica e química, engenharia militar, técnica auto-blindada, especialistas em armas e munições, administração, justiça militar e educação patriótica.

António de Sousa Queirós considera que a Academia Militar não é inferior, em termos de qualidade, comparada a instituições de outros países onde anteriormente militares angolanos eram enviados para formação.

Aproveitou para agradecer a colaboração de assessores cubanos e portugueses que funcionam na AMEX, destacando a sua disponibilidade e contributo, proporcionando um ambiente salutar no seio da tropa.

O general não tem dúvidas de que daqui a 15 ou 20 anos, poderão sair da academia futuros generais, incluindo entre as 200 mulheres que a frequentam actualmente, que considera capacitadas para o serviço militar devido a sua inteligência, empenho e dedicação durante o curso.

Fez questão de sublinhar que, além das actividades científicas, a instituição de ensino superior no ramo militar tem levado a cabo acções sociais, como doação de sangue e participação em campanhas de vacinação e de limpeza da cidade do Lobito.

Entretanto, a jovem angolana Jocena Recélia Gomes dos Santos, estudante do 3º ano da especialidade de educação patriótica, afirmou ter sentido alguma dificuldade na fase de adaptação por ser um processo difícil, mas não impossível.

“Tenho aprendido muita coisa durante a frequência do curso e neste momento tenho maior noção sobre a responsabilidade que devemos ter em relação à defesa da Pátria”, frisou.

Eliana Chamango, cadete, disse que decidiu entrar para a academia justamente para provar que as mulheres podem fazer tudo o que os homens fazem.

Relativamente a sua meta nas forças armadas, disse que a vida militar é feita de hierarquias e que espera subir degrau a degrau até atingir o generalato e quiçá se tornar um dia Presidente da República.

Já o cadete Adérito Moreno, de nacionalidade cabo-verdiana, do último ano do curso de inteligência militar operativa, está orgulhoso de fazer esta formação em prol da sua Pátria, embora reconheça ser necessário grande sacrifício e coragem para alcançar o  objectivo.

“Que eu saiba, sou o primeiro cabo-verdiano a se formar nesta especialidade e isso me enche de orgulho”, sublinhou.

Aposta na formação garante competitividade das FAA

O comandante da região militar Centro, tenente-general Diniz Lucama, afirmou, a margem da cerimónia do 10º aniversário da AMEX, que se as Forças Armadas Angolanas quiserem ser competitivas, exigentes e ao nível de outras nações, devem continuar a primar pela formação.

Referiu que a academia tem quadros capazes de transmitir conhecimentos de qualidade aos jovens cadetes e, certamente, dentro de alguns anos alguns deles vão concretizar o sonho de qualquer soldado, tornar-se general.

Já temos alguns oficiais saídos dessa academia que têm provado no dia-a-dia que são competentes. Começamos bem e com certeza teremos no futuro forças armadas mais competitivas e a nível das exigências do momento.

Indagado sobre o elevado número de mulheres que frequentam a academia, o tenente-general disse que elas aí estão por mérito, pois passam por um rigoroso processo de selecção, e no quadro das exigências da SADC e de outras instituições que aconselham a inserção da camada feminina em todas as esferas da sociedade.

“Olhamos pelo interesse e ingresso de mulheres nas forças armadas numa perspectiva de desenvolvimento. Já passou o tempo delas ficarem-se pelo trabalho doméstico”, disse.

Relativamente a presença de cadetes estrangeiros, disse que Angola coopera com muitos países e que já formou cadetes provenientes de outras nações, albergando actualmente cinco cabo-verdianos.

“Vamos ajudar esses cadetes a terem as competências necessárias para que aquele país irmão esteja ao nível de outras nações em termos de forças armadas”, enfatizou.

O tenente-general afirmou que Angola pode se orgulhar do trabalho que está sendo feito na AMEX, pois, esses jovens são o garante da continuidade do trabalho iniciado pelos guerrilheiros e daqueles que garantiram a manutenção da independência e da paz.

A Academia Militar do Exército, cuja missão é a formação de quadros para as diferentes áreas deste ramo das Forças Armadas Angolanas, foi fundada a 9 de Setembro de 2009, sob o decreto nº 41/09 e está subordinada ao Comando do Exército.

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