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10 Janeiro de 2018 | 16h31 - Actualizado em 10 Janeiro de 2018 | 16h32

Autoridades em Benguela previnem alastramento da malária

Benguela - Os municípios da Ganda, de Caimbambo, do Cubal, do Bocoio e do Balombo, província de Benguela, registam, desde Outubro de 2017, um surto de malária que causou já 27 mortes, anunciou hoje (quarta-feira) o director provincial da Saúde, António Manuel Cabinda.

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Combate à Malária

Foto: Angop/arquivo

Em declarações à Angop, o reponsável afirmou que, no início do surto naqueles municípios, foi registada uma média semanal de 700 casos, sendo as crianças as mais afectadas, mas, actualmente, os serviços de Saúde assinalam apenas 200 casos, uma redução resultante do reforço de equipas de técnicos sanitários que trabalham na fumigação das áreas visadas.

Referiu que a pandemia, que teve início na cidade do Huambo e atingiu estas localidades, poderá alastrar-se, ainda, para o litoral da província e afectar os municípios de Benguela, do Lobito e da Baía-Farta, caso a população não acate as orientações dos serviços de Saúde. 

O director referiu que a Direcção da Saúde, em parceria com as administrações municipais, desenvolvem actividades intensas para evitar o alastramento do surto, com a mobilização e sensibilização das comunidades para a necessidade do melhoramento do saneamento básico do meio.

António Manuel Cabinda esclareceu que o sector tem dificuldades sérias em combater o surto da malária nas localidades do interior (comunas e aldeias), tendo em conta a existência de pequenas lavras e águas estagnadas em quintais, cuja população tem manifestado resistência em aceitar a fumigação e outras orientações dos técnicos de Saúde, sob a alegação de danificar as suas plantações. 

Explicou que para combater o surto na região, foram adquiridas, recentemente, através do Ministério da Saúde, 10 máquinas para a fumigação em áreas urbanas e o mesmo número de moto-mochilas para alcançar as áreas de difícil acesso. 

O responsável alertou a população para a gravidade da vaga do surto, exortando ao esforço conjugado, por parte da população, no sentido de se proteger com os mosquiteiros, manter limpos os bairros e residências, para a prevenção da doença. 

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