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08 Fevereiro de 2019 | 16h01 - Actualizado em 08 Fevereiro de 2019 | 16h01

Ministério da Saúde toma medidas para melhorar assistência às populações fronteiriças

Luanda -O Ministério da Saúde está a trabalhar com as Forças Armadas Angolanas para que os médicos militares colocados nas regiões mais distantes do país, em especial junto às fronteiras, colaborem com a rede pública para prestar assistência às populações.

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Hospital Josina Machel (arquivo)

Foto: Pedro Parente

Em particular nas províncias da Lunda Norte, Lunda Sul, Moxico e Cuando Cubango, as populações são muitas vezes obrigadas a andar 300 a 500 quilómetros para procurarem assistência na vizinha Zâmbia, devido à falta de pessoal nas unidades hospitalares da região.

Algumas dessas unidades são excelentes e estão bem equipadas, mas, por várias razões, tem sido problemático recrutar profissionais do sector da saúde, em geral, para trabalhar nas referidas áreas do país.

Outra solução que o ministério está a estudar, para melhorar a assistência das populações mais longínquas, em especial no leste do país, é a cooperação com a República da Zâmbia.

No final do mês passado, a ministra da Saúde, Sílvia Lutukuta, esteve na Zâmbia, para analisar com as autoridades locais as formas de concretizar o acordo de cooperação transfronteiriça com o departamento zambiano congénere.

O acordo prevê a realização de acções conjuntas para controlar as grandes endemias e os medicamentos contrafeitos, assim como melhorar a prestação de serviços médicos às populações da região.

Os ministérios da Saúde de Angola e da Zâmbia estão igualmente a avaliar a possibilidade de recrutamento temporário de profissionais zambianos para reforçarem as unidades hospitalares angolanas junto à fronteira.

A ANGOP sabe que uma das propostas angolanas é que esses profissionais tenham um salário igual ao dos seus colegas locais. As negociações ainda não foram concluídas.

Assuntos Angola  

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