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02 Novembro de 2019 | 16h15 - Actualizado em 04 Novembro de 2019 | 10h49

Reforçada estratégia de combate à malária na fronteira Angola/Namíbia

Ondjiva- A organização "Trans Cunene Malária Initiative" (TKMI) e a congénere do Norte da Namíbia definiram, neste sábado, em Ondjiva, as estratégias para o reforço das acções de combate à malária nas aldeias ao longo da fronteira dos dois países.

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Cunene: Fronteira Angola/Namibia.

Foto: JOSÉ CACHIVA

Em declarações à Angop, a coordenadora da organização "Trans Cunene Malária Initiative" (TKMI), Emília Wime, disse que as duas partes se decidiram a intensificar e a harmonizar as acções de combate e prevenção da malária ao longo da fronteira.

De cinco a 12 de Novembro, no âmbito da semana da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) para a eliminação da Malária até 2020,  a orgaização vai realizar campanhas de testagem desta doença e de sensibilização da população em simultâneo.

“Contamos com 500 voluntários comunitários que trabalham com os sobas e seculos, na sensibilização da população sobre a transmissão, sintomas e métodos preventivos da malária, e na monitoria do uso correcto do mosquiteiro”, afirmou.

Emília Wime informou que vão reforçar a distribuição de redes de mosquiteiro nas famílias que vivem nas localidades da fronteira, no sentido de terem uma rede para se protegerem dos mosquitos que se reproduzem em quantidade neste período da época chuvosa.

A coordenadora da TKMI no Norte da Namíbia, Ndakundana Hamukwaya, declarou que o encontro permitiu reforçar e harmonizar as acções a seren desenvolvidas no âmbito da eliminação desta doença, que tem afectado maior número de crianças e mulheres grávidas.

A responsável reconheceu que Angola e a Namíbia partilham um vasto território fronteiriço, onde o paludismo é doença mais registada pelos serviços de saúde, mas considerou que, com mais dedicação, é possível eliminar a malária no Norte e Sul dos dois países.

O TKMI é parceiro do Ministério da Saúde, que assinou o protocolo com demais países, trabalha em Angola com as autoridades tradicionais, entidades religiosas, professores, como primeiro nível de responsabilidade e de contacto.

Dados estatísticos do Gabinete Provincial da Saúde no Cunene indicam que, de Janeiro a Setembro deste ano, foram registados 127 óbitos, resultantes de 38 mil e 932 casos de malária, diagnosticados nos hospitais locais.

O ATMK é uma  iniciatiava da Igreja Anglicana de Angola e da Namíbia. É financiado pelo Fundo Global e tem o apoio dos Ministérios da Saúde de Angola e da Namíbia.

A província do Cunene e a República da Namíbia partilham  460 quilómetros de fronteira, das quais 340 terrestes e 120  fluviais.

Assuntos Província » Cunene  

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