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21 Junho de 2019 | 16h45 - Actualizado em 24 Junho de 2019 | 19h56

MINSA e OMS aprovam estratégia para saúde mental

Luanda - A Estratégia de Saúde Mental, Álcool, Tabaco e outras drogas, instrumento que permitirá Angola reforçar a abordagem de forma holística, para a melhoria da situação mental no país, foi aprovada, nesta sexta-feira, em Luanda, durante o encerramento da Oficina realizada pelo Ministério da Saúde (MINSA) e Organização Mundial da Saúde (OMS).

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Cerimónia de encerramento da oficina sobre Estratégia Nacional de Saúde Mental

Foto: Nelson Malamba

Dados oficiais indicam que, em 2018, foram registados 31.619  casos de pessoas com transtornos mentais, incluindo depressão, esquizofrenia, demência, deficiência intelectual e transtornos de desenvolvimento e afectivo bipolar.

O documento permitirá ainda definir as linhas de acção e de intervenção conjunta, promovendo a coordenação e parceria estratégica entre os diferentes actores sociais e a melhoria da mobilização de recursos.

De acordo com a representante em exercício da OMS, Fernanda Alves, Angola estará em condições de garantir o bem-estar mental, prevenção das perturbações mentais, prestação dos cuidados e tratamento em tempo real, melhoria da recuperação e redução da mortalidade, mobilidade e incapacidade das pessoas com estas patologias.

Medicina e terapia holística

No âmbito da medicina, a holística é uma forma de terapêutica que tem metodologias distintas da medicina convencional.

Os tratamentos holísticos analisam um problema de saúde não apenas na sua vertente física, mas também como o resultado de desequilíbrios energéticos e emocionais.

Divulgação da estratégia

Para que a estratégia tenha o resultado desejado, é necessário garantir a sua ampla divulgação, coordenação das iniciativas intersectoriais, mobilização e alocação de recursos e a parceria com organizações da sociedade civil, grupos juvenis e religiosos, autoridades tradicionais, família, dentre outros.

De outro modo, frisou, arrisca-se a desperdiçar a oportunidade de melhorar a situação da saúde mental em Angola, com consequências graves a nível das populações, perda de recursos financeiros e de tempo, investido durante o processo de definição e validação desta estratégia (saúde mental).

Por seu turno, o secretário de Estado da Saúde para área hospitalar, Leonardo Inocêncio, exortou a capacitação contínua dos quadros e concepção de documentos eficazes, cujos resultados são abonatórios para determinada materialização.

Para o responsável, é importante que trabalhos conjuntos como o da Estratégia de Saúde Mental, Álcool, Tabaco e outras drogas tragam benefícios céleres no que tange à área psicossocial e espiritual.

Para responder adequadamente a estes desafios, o MINSA realizou de quarta-feira a sexta-feira a oficina de consenso e validação da Estratégia de Saúde Mental, Álcool, Tabaco e Outras Drogas, com a participação de 40 especialistas.

A saúde mental  tem um impacto crítico no desenvolvimento económico e no bem-estar das pessoas, todavia os sistemas de saúde continuam a não responder adequadamente ao fardo das perturbações mentais.

Cerca de 76 a 85 por cento de pessoas com perturbações mentais nos países de rendimento baixo e médio não recebem tratamento, enquanto 35 a 50% encontram-se na mesma situação, nos países de rendimento elevado.

Assuntos Angola  

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