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15 Outubro de 2019 | 12h56 - Actualizado em 15 Outubro de 2019 | 15h08

Luanda prevê vacinar dois milhões de crianças contra a pólio

Luanda - Dois milhões de crianças menores de cinco anos de idade serão vacinadas contra a poliomielite a 18, 19 e 20 de Outubro, numa acção denominada campanha de resposta ao surto, na província de Luanda.

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Segundo a coordenadora do Programa de vacinação de Luanda, Filismina Neto, esta campanha surge pelo facto de o país, há quatro meses, registar casos novos de poliomielite, num total de 18, com maior incidência nas províncias do Leste (Lunda Norte, Lunda Sul e Moxico).

Acrescentou que Luanda tem um caso notificado no município do Kilamba Kiaxi, bairro dos Rasta.

Dados disponíveis indicam que 11 províncias notificaram casos novos de poliomielite.

Filismina Neto disse que neste fim-de-semana será a ronda zero seguida de mais duas nos dias 1, 2 e 3 de Novembro e a última nos dias 15, 16 e 17 do mesmo mês, para reforço.

“Recomenda-se uma campanha de qualidade do que quantidade. Vamos fazer a implementação nos três dias e a monitorização que vai certificar a criança vacinada. É considerada vacinada a criança que receber as duas gotas e tiver a unha do dedo mindinho da mão esquerda pintada”, referiu.

Salientou que para o êxito da campanha foram mobilizadas todas as administrações, até as comissões de moradores, para que recrutem vacinadores locais e que sejam formados para o efeito.

Além de vacinar, nesta campanha haverá o rigor de recolher os frascos utilizados, tanto os vazios, os cheios, como os partidos para o descarte, pelo Gabinete Provincial de Saúde, uma exigência da comunidade internacional.

Filismina Neto avançou que um amplo trabalho de sensibilização foi feito com as comissões de moradores e líderes religiosos para adesão massiva à campanha, que será porta à porta, nas unidades de saúde da rede pública e privada, nas creches, nas escolas, nos mercados e em locais com aglomerados de mães com crianças do grupo alvo.

A província de Luanda não registava casos desde 2010 e o país desde 2011.

No mundo, o mês de Abril é considerado o da troca de vacinas trivalente pela bivalente. A poliomielite é causada por 3 serotipos ( tipo1, tipo2 e tipo 3).

Acontece que o mundo erradicou o vírus do tipo 2 em 1999 e orientou que se tirasse a vacina trivalente do sistema e se introduzisse a bivalente que tem na sua composição os tipos 1 e 3, por serem vírus que ainda circulam no mundo.

Angola retirou a pólio oral em 2016 e introduziu no sistema a vacina pólio injectável em 2017.

“A troca devia ser simultânea, o que não ocorreu. Foi um espaço de um ano. Este grupo de crianças que não recebeu, durante um ano, a trivalente ficou vulnerável”, reforçou.

A responsável apontou ainda como factor do surgimento de novos casos, a baixa cobertura vacinal.

Enfatizou estarem criadas as condições para que casos deste tipo não voltem a acontecer, daí o rigor na recolha de frascos utilizados e não utilizados para se fazer o descarte.

A poliomielite é uma doença contagiosa causada por um vírus que ataca o sistema nervoso e que pode provocar paralisia das pernas e braços. Ela é transmitida quando o vírus da pólio que se encontra nas fezes de uma pessoa doente entra na boca de uma criança por meio da água, alimentos ou mãos sujas.

Assuntos Angola  

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