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13 Março de 2015 | 15h26 - Actualizado em 13 Março de 2015 | 15h26

Angola: Eliminação completa das minas e remanescentes da guerra ainda é longo - diz CNIDAH

Luanda- O caminho para a eliminação completa das minas e outros engenhos explosivos remanescentes da guerra e dos riscos é ainda longo, afirmou nesta sexta-feira, em Luanda, o chefe de departamento de análise e informação da Comissão Nacional Intersectorial de Desminagem e Assistências Humanitárias (CNIDAH), Manuel de Freitas Buta.

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Manuel de Freita Buta - Chefe de departamento do CNIDAH

Foto: Rosário dos Santos

 

Manuel de Freitas Buta fez este pronunciamento na abertura do workshop para promover diálogos entre Organizações Não Governamentais (ONG) angolanas e estrangeiras, promovida pela Embaixada do Japão em Angola, em parceria com a Unidade Técnica de Coordenação da Ajuda Humanitária (UTCAH).

Sublinhou que com o esforço e dedicação de toda a comunidade de acção contra minas, a resolução do problema poderá ser feito num espaço de tempo razoável.

“Angola até ao presente momento ainda encontra-se entre os países do mundo com uma contaminação considerável, devido a algumas especificidades, nomeadamente a longevidade do conflito, o tipo e a estratégia de minagem usada pelos múltiplos actores ao longo dos anos, a vegetação, o clima, a inexistência de mapas dos campos minados”, disse.

Acrescentou que esta situação implica um conjunto de acções diferenciadas, se comparada com outros Estados da Convenção de Ottawa, facto que nem sempre tem sido bem entendido pela comunidade internacional.

Manuel de Freitas Buta recordou que o plano estratégico 2013-2017, o pedido de extensão e os planos operacionais anuais são claros na definição dos objectivos e das actividades a realizar nos próximos cinco anos, visando sanar as lacunas inerentes aos dados provocados pelas minas.

Assim, esclareceu a fonte, “estão em curso acções como a pesquisa não técnica, que se encontra na sua recta final, o projecto de mapeamento de áreas minadas e desminadas, a resolução das discrepâncias entre as bases de dados dos operadores e da CNIDAH, a continuação das operações de desminagem das áreas identificadas durante a pesquisa do impacto socioeconómico das minas nas comunidades feita entre 2002 a 2007”.

O responsável sublinhou o facto de alguns doadores tradicionais reduzirem ou terem retirado o seu apoio à Angola, depois do alcance da paz em 2002, com excepção da União Europeia e o Japão que compreendendo a necessidade de continuar a apoiar o Estado angolano nessa importante tarefa, continuam a dar o seu apoio a acção contra as minas.

De acordo com a fonte, as “diferentes actividades de desminagem, desde a educação e prevenção sobre riscos das minas e assistência às vítimas, requer uma coordenação aprimorada, daí a razão de se solicitar o fortalecimento do intercâmbio, cooperação e interacção entre operadores e não só, para que se possa ter os resultados requeridos na Estratégia Nacional de Acção contra as Minas”.

O director da agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), Akihiko Yamada fez saber que o Japão pretende estabelecer mais parceria com as diferentes organizações não governamentais do país, desde que tenham parceria com ONG do seu país, com escritórios em Angola.

Entre as prioridades constam o desenvolvimento comunitário, prevenção de desastres, apoio às pessoas mais vulneráveis, promoção de género, melhorias no sector da saúde, entre outros sectores.

O workshop teve como objectivo reforçar a cooperação entre a Embaixada do Japão, as autoridades angolanas e as ONG, assim como reconhecer as actividades que têm sido por elas executadas, bem como promover diálogos entre Organizações Não Governamentais (ONG) angolanas e estrangeiras.

O certame contou com a presença de 40 ONG angolanas e estrangeiras, entre outras entidades.

Assuntos Desminagem  

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