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19 Junho de 2017 | 12h53 - Actualizado em 19 Junho de 2017 | 12h54

Angola: Bombeiros resgatam mais de 40 vítimas de afogamentos em seis meses

Luanda -Cinquenta e seis corpos, vítimas de afogamentos, foram resgatados de Janeiro até a primeira semana do corrente mês, em Luanda, por especialistas dos serviços de náufragos dos bombeiros.

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A Angop soube hoje, segunda-feira, do porta-voz do comando provincial do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB), Faustino Minguês, que em relação ao mesmo período do ano transacto houve um aumento de 12 resgates.

Segundo o responsável, a maior parte das mortes ocorreram em praias consideradas perigosas e as restantes em reservatórios de água, rios, canais e lagoas.

Como principais causas dos afogamentos foram apontadas a falta de habilidades para nadar, o excessivo consumo de bebidas alcoólicas, a não observância das orientações dos bombeiros, bem como o pouco cuidado com os menores.

Acrescentou que as praias mais afectadas foram as do distrito urbano da Ingombota, municípios de Talatona e Belas.

“ Alguns banhistas da capital do país insistem em utilizar as zonas com sinais de proibição, onde se têm registado várias mortes por afogamento, principalmente na época balnear”, lamentou.

Voltou a explicar que as zonas proibidas mais frequentadas são a área do Farol Velho e sul do Jango Veleiro, na Ingombota, Praia do Pôr-do-sol, Museu da Escravatura e Quilómetros, respectivamente nos municípios de Talatona e Belas, tendo apelado os banhistas a respeitarem rigorosamente os sinais de proibição em praias consideradas perigosas.

"Apesar de ao longo destas praias existirem efectivos do projecto Praias Seguras de Angola (PSA), as vezes nem chegam a tempo de salvar pessoas em eminência de afogamento" disse.

Garantiu que os bombeiros vão reforçar a sensibilização da população, no sentido de respeitarem os sinais de proibição, assim como os cuidados a ter ao longo dos rios, canais, lagos e com a cobertura de reservatório de água.

No mesmo período outras 37 pessoas, em eminência de afogamento, foram resgatadas em praias por Mergulhadores do Projecto Praias Seguras de Angola.  

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