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08 Novembro de 2018 | 17h46 - Actualizado em 08 Novembro de 2018 | 17h45

Responsável sugere cooperativas numa única entidade

Ndalatando - A necessidade da criação de uma única entidade que congregue todos os ramos do cooperativismo para melhor organização e defesa dos seus direitos foi defendida, hoje (quinta-feira), em Ndalatando, Cuanza Norte, pela vice-presidente da Federação das Associações de Camponeses e Cooperativas Agropecuárias de Angola (Unaca), Ricardina Machado.

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Cuanza Norte: Vice-presidente da Unaca, Ricardina Machado

Foto: Estevão Manuel

Ricardina Machado defendeu essa necessidade durante um seminário de capacitação dos líderes e gestores de cooperativas e associações de camponeses do Cuanza Norte, que teve a duração de algumas horas.

Segundo a responsável, a criação dessa entidade evitaria o surgimento de conflitos de interesse, como os de terra, entre as cooperativas ou associações, como se assiste por todo o país.

Mostrou-se também preocupada com a problemática da usurpação de terras dos camponeses, que ocorre um pouco por todo o país, o que está a deixar a maior parte deles sem as suas terras, facto propiciado pelas dificuldades que os mesmos enfrentam na legalização das suas propriedades rurais.

Adiantou que a Unaca está a trabalhar apenas com associações de pequenos agricultores que desenvolvem, essencialmente actividades agrícolas, prestando assistência aos mesmos para a sua organização.

Entretanto, precisou, as cooperativas agro-pecuárias cujos integrantes dispõem de melhores recursos e possibilidades são os que maior conflitos de terra têm com os agricultores, facto que seria dirimido se houvesse essa entidade congregadora.

Asseverou que na falta dessa entidade, o único meio para resolver o problema da usurpação e posse arbitrária de terras são os tribunais que, em regra, demoram bastante para a tomada de decisão, o que desencoraja os camponeses a recorrerem a esses órgãos.

Durante a acção formativa, que encerrou no mesmo dia, subdivida em três painéis, os participantes foram informados sobre os processos de legalização de terras para as associações e cooperativas de camponeses, a concessão de títulos de propriedade, bem como a contribuição das cooperativas agrárias na economia nacional.

A legislação sobre o cooperativismo em Angola, seus objectivos, benefícios, novidades e etapas para a constituição de uma cooperativa, foram outros dos assuntos abordados durante o evento.

Na abertura do certame, a vice-governadora para o sector político, social e económico do Cuanza Norte, Leonor da Silva de Lima e Cruz, reiterou a disponibilidade do apoio do Governo à Unaca, enquanto parceira do Estado, no âmbito do desenvolvimento do sector agrário e de combate a pobreza.

Considerou imprescindível a participação dos camponeses no desenvolvimento económico e social do país, razão pela qual devem merecer o apoio de todas as forças da sociedade.

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