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10 Março de 2018 | 16h13 - Actualizado em 12 Março de 2018 | 07h11

Defendida aposta na formação de jornalistas económicos

Luanda - Os órgãos de comunicação social devem apostar mais na formação de jornalistas económicos, devido ao grande défice de conhecimento estatístico, em termos de números e de leituras de números, defendeu, sábado, em Luanda, o sociólogo Paulo de Carvalho.

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Director do Gabinete de Estudos e Relações Internacionais do Ministério das Finanças - Osvaldo João

Foto: Lino Guimaraes

Paulo de Carvalho - Sociólogo

Foto: Lino Guimaraes

Paulo de Carvalho dissertou sobre a “formação de jornalistas económicos em Angola”, tema enquadrado no ciclo de formação realizado pelo Ministério da Comunicação Social.

Na visão do especialista, ao abordar os aspectos económicos, os profissionais esquecem daquilo que é, de facto, a economia real que se faz nas empresas e fundamentalmente no mercado informal.

Para si, no jornalismo económico intervêm várias ciências, tal como a economia, biologia, engenharia, estatística, jornalismo, psicologia e sociologia.

Paulo de Carvalho aponta que o grande problema do jornalismo económico reside em passar a informação económica, de tal modo que o leitor comum percebe.

“É errado pensar que o jornalista económico deve ter apenas conhecimentos de jornalismo e de economia, porque além da formação de base em jornalismo, economia ou outra área, o jornalista deve formar-se completamente em técnicas de jornalismo, terminologia económica, estatística e conhecimento de outras áreas”, justifica.

Em seu entender, a qualidade da formação determina o futuro dos profissionais, uma vez que o acesso ao mercado de trabalho é condicionado pela qualidade da formação, uma vez que o principal instrumento de trabalho do jornalista é a língua.

Realçou que o jornalismo económico não se compara ao de 20 anos, porquanto actualmente há muitos profissionais a trabalhar em jornalismo económico, tendo inclusive títulos especializados, que abordam as políticas económicas e a forma como a sociedade se organiza em termos económicos.

Acresceu que na Angola independente, o jornalismo económico é feito nas redacções dos principais meios de comunicação, destaque particular para a Angop, cuja produção é canalizada para os demais meios, havendo uma editoria de economia no Jornal de Angola e espaços na Rádio Nacional de Angola (RNA) e na Televisão Pública de Angola (TPA).

Na ocasião, o director do Gabinete de Estudos e Relações Internacionais do Ministério das Finanças, Osvaldo João, falou sobre “os desafios da economia angolana em 2018”, apoiando-se no programa de estabilização macroeconómica do Executivo.

Disse que o défice orçamental tem tido um impacto significativo na vida pública, levando o Executivo a adoptar, como uma das medidas, o processo de consolidação fiscal (redução da despesa ou torná-la mais eficiente) e o aumento da base tributária para aumentar os impostos.

Esclareceu que o Executivo pretende aumentar os níveis de receita fiscal não petrolífera para níveis próximos a 14 ou 15 porcento a curto prazo.

O ministro da Comunicação Social, João Melo, acompanhado pelo  secretário de Estado, Celso Malovoloneke, participou na formação que prossegue no próximo sábado, com a sua quarta sessão.

Iniciado no dia 24 de Fevereiro, o ciclo de formação enquadra-se nos esforços que o Ministério da Comunicação Social desenvolve, no sentido de elevar o nível de desempenho dos jornalistas angolanos, sejam eles do sector público ou privado.

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