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05 Novembro de 2019 | 15h31 - Actualizado em 05 Novembro de 2019 | 15h31

Comunidades das lagoas clamam por serviços sociais

Caxito - Habitantes das lagoas da Ibêndua, Úlua e Icau Uando, no município do Dande, província do Bengo, solicitaram ao governo a reabilitação das vias de acesso e a construção de sistemas de energia eléctrica e a água potável.

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Situadas a 9, 25 e 28 quilómetros da via principal da cidade de Caxito (estrada nacional 100), estas comunidades consomem água das lagoas, daí ser uma constante as diarreias e o paludismo.

Nestas comunidades, a energia continua a ser um sonho.

Os habitantes dessas localidades dedicam-se e vivem da actividade piscatória, apesar do baixo nível das águas das lagoas estarem a dificultar, nos últimos tempos, a captura de pescado.

Em declarações à Angop, os coordenadores destas comunidades e também responsáveis pelas lagoas afirmaram que nos últimos anos  também dificilmente praticam a pesca, devido ao facto de as lagoas estãarem a secar por falta de água e a fechar com a vegetação aquática por falta de limpeza.

A lagoa do Ùlua, por exemplo, segundo o coordenador Francisco Fernandes, está há sete anos sem receber água do rio Dande, o mesmo acontece com a lagoa do Icau  Uando que , apesar de limpa,  também não recebe água do rio Úcua há dois anos  devido à destruição de uma das comportas.

Já na lagoa da Ibendua, a vala que dá acesso a entrada da água do rio para a lagoa está a fechar por falta limpeza.

A esta situação, segundo os responsáveis, junta-se o número reduzido de embarcações, falta de equipamentos de pesca, como anzóis, redes, colectes salva vidas, botas de lona, linha, bússolas e outros, sublinharam.

Por esta razão, os pescadores destas comunidades estão a abandonar a actividade piscatória para se dedicarem à agricultura familiar.

Quando chove, disseram, a população fica cerca de 15 dias sem se deslocar para a cidade devido ao péssimo estado das vias,  que também tem afastado alguns empreendedores interessados em investir nestas localidades.

A comunidade da Ibendua tem 887 habitantes (400 famílias), o Ulua 864 (173 famílias), enquanto no Icau Uando vivem 380 habitantes (76 famílias).

Na comunidade da Ibêndua, a direcção provincial da agricultura implementou, em 2015, um projecto de aquicultura dirigido aos ex-militares, onde constava a instalação de 48 tanques de criação de peixes.

Deste número, segundo o coordenador da localidade, António Ngumbe, apenas sete foram instalados, estando neste momento seis a funcionar.

A falta de ração para alimentar os peixes, devido à alta do preço nos mercados, está a fazer com que o projecto não tenha sucesso.

Apesar disso, a direcção provincial da agricultura continua a apoiar o projecto.

Já na comunidade do Ulua, foi implementado em 2016 o mesmo projecto pelo Ministério das Pescas. Aqui, o projecto comporta 15 tanques distribuídos por cinco cooperativas, cabendo a cada uma três tanques.

Para garantir o funcionamento do projecto, cujos tanques comportam cerca de mil peixes, a comunidade recebe uma tonelada de ração para um ciclo de produção que vai de 4 a 6 meses.

O mesmo não acontece com a comunidade do Icau Uando que, segundo o coordenador da área, Francisco Domingos Simão, a falta de cooperativas ou associações faz com que não seja desenvolvido nenhum projecto na localidade.

Informou que há cerca de três anos recebeu da  direcção provincial da agricultura e da ADPP  promessas de criação das mesmas,  mas nada foi concretizado.

Segundo ainda os responsáveis destas comunidades, em tempo de chuva os habitantes gastam  entre 1.500 a 2.000 kwanzas  por viagem,  para se deslocarem à cidade, Caxito.

Nas lagoas das comunidades da Ibêndua, Úlua e Icau Uando encontram-se espécies como o cacusso, bagre, camarão, seguilhão, a tuqueia  e outras que os próprios pescadores desconhecem os nomes.

Assuntos Província » Bengo  

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