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08 Setembro de 2019 | 18h32 - Actualizado em 08 Setembro de 2019 | 18h32

Jornalistas consideram haver pouca abertura das fontes

Malanje - Jornalistas de vários órgãos de comunicação social, em Malanje, apontam a falta de abertura por parte de certas fontes de informação, sobretudo de organismos públicos, como sendo factor de inviabilidade na divulgação de factos noticiosos.

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Jornalistas no âmbito das suas Actividades

Foto: Rosario dos Santos

 

Falando à propósito do dia internacional do jornalista, que hoje (8 de Setembro), se assinala, alguns entrevistados pela Angop referiram que essa situação tem contribuído para a especulação, pelo que urge as instituições e detentores de cargos se “abrirem” mais para a imprensa, para que haja mais divulgação das acções do governo e dos acontecimentos da província.

O director do Jornal de Angola, Francisco Curihingana, é de opinião que hoje há maior liberdade de imprensa, pois os órgãos públicos de comunicação social atingiram uma capacidade de expressão até então registada apenas pela imprensa privada, mas as dificuldades de acesso às fontes de informação têm condicionado o exercício pleno do jornalismo.

Entretanto, realça que muitas fontes alegam a não autorização superior como motivo de dar entrevista, factor que pode ser ultrapassado se os organismos públicos adoptarem políticas de colaboração com a imprensa estatal e privada.

No mesmo diapasão, alinha a jornalista da Televisão Pública de Angola, Chiquita Alberto, para quem a par dessa situação, os próprios profissionais de imprensa não têm exercido com afinco a missão de informar, devido a certa “letargia” na elaboração de guias de trabalho e ângulos de abordagem das matérias jornalísticas.

Por sua vez, o jornalista da Rádio Malanje, José Jamona, realça que determinadas empresas de comunicação social públicas, ainda estão presas na forma de tratamento das matérias “arcaicas”, fruto da descontextualização, o que em parte inibe as fontes de informar de prestar entrevistas.

Esse paradigma, na sua opinião não corresponde a liberdade de imprensa e os desafios actuais, pelo que urge ultrapassar e caminhar para um jornalismo moderno e mais actuante, para que as fontes de informação tenham confiança e sejam mais abertas aos jornalistas.

O 8 de Setembro, dia internacional do jornalista, foi instituído pelas Nações Unidas em homenagem ao jornalista checo Julius Fucik, assassinado em 1943, ao serviço do jornalismo, depois de um período de prisão.

Julius Fucik era um acérrimo defensor da liberdade de imprensa e direccionava os seus trabalhos à luta contra o fascismo e advogava ideais de independência dos povos oprimidos, o que lhe valeu a outorga do prémio da paz a título póstumo, em 1950, pelo Conselho Mundial da Paz.

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