Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Sociedade

21 Setembro de 2019 | 18h04 - Actualizado em 22 Setembro de 2019 | 09h46

Bombeiros querem lei que regula uso da praia

Luanda - O comandante do serviço de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB), Bençoa Mateus, defendeu a necessidade de se elaborar uma lei que regula o uso das praias para se minimizar mortes por afogamentos nas praias.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Salvador Jose Rodrigues Secretario de Estado para Asseguramento Técnico

Foto: António Escrivão

Intervindo na abertura da época balnear 2019/20, que decorre sob o lema “Praias mais seguras e inclusivas para todos”, justificou que a lei puniria os banhistas que não observam as regras do uso das praias e das zonas proibidas.

Na última época balnear foram registados 526 afogamentos, na sua maioria em praias,  80 das quais em Luanda, seguida das províncias de Benguela (70) e Huambo (60), e as restantes em rios e lagos.

O SNPCB debate-se, igualmente, com reduzido número de nadadores, salvadores e mergulhadores, insuficiência de infra-estruturas de apoio ao salvamento aquático, escassez de meios técnicos e complementares, além da deficiente sinalização das praias.

Ao presidir o acto, o secretário de Estado do Interior para o Asseguramento Técnico, Salvador Rodrigues, defendeu a inserção no currículo do ensino de base, a abordagem dos cuidados nas praias e promoção dos desportos náuticos.

Na sua opinião, estes pressupostos acompanhadas com acções concretas de carácter preventivo, vão acautelar  os riscos de afogamento nas praias.

Sendo os jovens, as maiores vitimas dos afogamentos, aconselhou a absterem ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas e uso de outras drogas, situação apontado como as principais causadas de perdas humanas nas praias.

Exortou ao efectivo do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros a pautar por uma conduta exemplar e espírito de missão no asseguramento da vida dos potenciais usuários dos recintos balneares.

Respondendo ao lema de "parias inclusivas", a Fundação Lwini disponibilizou, na Praia do Jango Veleiro, onde decorreu o acto, cinco cadeiras de rodas do tipo anfíbio, denominadas “Tiralô”, para que as pessoas com deficiência tenham acesso a água através o auxilio dos especialistas dos bombeiros.

O secretario executivo do Fundo Lwni,  Alfredo Ferreira, disse que o projecto vai ajudar a combater, eficazmente, as consequências da exclusão social resultante da  condição física e de saúde da pessoa.

A anteceder o evento, foi efectuada uma marcha em memória das vítimas de afogamento nas praias do país, durante a qual os participantes percorreram cerca de cinco quilómetros a partir do “Largo de Amizade Angola Cuba”.

No Namibe

O comandante provincial em exercício do Namibe de Protecção Civil e Bombeiros, Adriano Chivinda, disse que a corporação registou, durante o período balneário 2018/2019, a remoção de 23 cadáveres no mar, o desaparecimento de uma embarcação com três ocupantes a bordo, sete remoções de cadáveres no tanque de água e lagoa, além de um salvamento.

Das 46 ocorrências registadas em distintas zonas aquáticas, marítimas e terrestres, duas foram por naufrágios de embarcações de pesca e um resgate de viatura emergida no mar.

Com uma extensão Costeira de mil e 800 quilómetros, em Angola, a época balnear inicia a 15 de Agosto e termina a 15 de Maio.

Leia também
  • 20/09/2019 21:43:41

    Mais de 100 intérpretes gestuais são necessários no país

    Luanda - Cento e cinquenta intérpretes da língua gestual são necessários para facilitar a comunicação nas mais diferentes instituições públicas, visando o alcance da inclusão social dos deficientes auditivos no país.

  • 20/09/2019 17:19:31

    Lixo vira "ouro" de famílias carentes

    Luanda - Debaixo de sol, de chuva e entre amontoados de lixo, centenas de famílias de baixa renda procuram, diariamente, por objectos recicláveis para venda e subsistência, num contexto económico de forte "retracção" do mercado de emprego em Angola.

  • 20/09/2019 17:07:41

    ERCA recolhe contribuições para Proposta do Código de Ética

    Luena - Jornalistas dos distintos órgãos de Comunicação Social públicos e privados contribuíram hoje, sexta-feira, no Luena, com ideias, para o enriquecimento da proposta do novo Código de Ética e Deontologia da classe.