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20 Setembro de 2019 | 21h43 - Actualizado em 20 Setembro de 2019 | 23h52

Mais de 100 intérpretes gestuais são necessários no país

Luanda - Cento e cinquenta intérpretes da língua gestual são necessários para facilitar a comunicação nas mais diferentes instituições públicas, visando o alcance da inclusão social dos deficientes auditivos no país.

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Psicóloga Sílvia Naide da Costa lança livro sobre gravidez na adolescente surda

Foto: Quinito Bumba

Obra literária da Psicóloga Sílvia Naide da Costa.

Foto: Quinito Bumba

Segundo o presidente da Associação dos deficientes auditivos de Angola, Aguinaldo Soares, que falava à imprensa, nesta sexta-feira, à margem do lançamento do livro "A gravidez na adolescente surda - Barreiras na comunicação", da autoria da psicóloga Sílvia Naide da Costa, actualmente o país conta apenas com 60 intérpretes gestuais inseridos em várias escolas com necessidades especiais.

Deste número, que considerou ser insuficiente para atender as necessidades especiais da população, disse que a maior parte dos especialistas são “Testemunhas de Jeová”, que têm prestado um trabalho voluntário nas comunidades.

O responsável sublinhou que a associação conta com mais de mil e 800 membros com deficiências auditivas (surdos) a nível do país, dos quais 800 estão em Luanda.

Apontou a falta de inclusão no mercado de trabalho e o desprezo que sofrem em algumas instituições públicas ( hospitais e escolas) como as principais dificuldades que associação se debate.

Perante tal cenário, Aguinaldo Soares apela maior sensibilidade das pessoas em relação aos deficientes auditivos e o cumprimento cabal da Lei da Acessibilidade, que promove o direito total de todos indivíduos usufruírem de serviços e aceder aos espaços sem nenhum tipo de barreiras nem descriminação.

Com o objectivo de chamar à reflexão da sociedade sobre essa questão, a psicóloga Sílvia Sílvia Naide da Costa escreveu e lançou, nesta sexta-feira, em Lunda, o livro intitulado "A gravidez na adolescente surda - Barreiras na comunicação".

O lançamento desta obra resulta de um longo estudo de casos com adolescentes surdas em estado de mãe (grávidas) e as implicações no processo de atendimento das mesmas por parte dos profissionais de saúde, principalmente em maternidades, de acordo com a autora.

Dividido em duas partes e seis capítulos, a obra retrata essencialmente o dia-a-dia dos surdos e aponta caminhos para dar solução aos diferentes problemas desta comunidade.

Actualmente directora do Complexo Escolar do Ensino Especial nº 8001 do Kilamba Kiaxi, em Luanda, Sílvia Naide da Costa é autora dos manuais “A atitude do professor perante a inspecção escolar” e “Saber estudar”.

A autora é licenciada em ciências de educação, opção psicologia, pelo ISCED-Luanda, pós-graduação em educação especial para o atendimento de crianças, adolescentes e jovens com necessidades educativas especiais

Quadro do Ministério da Educação (MED), também tem pós-graduação em logopedia-terapia da fala: problemas da linguagem e da voz (Angola-Cuba). É ainda formada em gestão e administração escolar, em Portugal, e inteligência emocional (África do Sul).

Assuntos Sociedade  

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