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16 Outubro de 2019 | 16h11 - Actualizado em 16 Outubro de 2019 | 16h10

Exposição de produtos agrícolas marca Dia Mundial da Alimentação

Benguela - Uma exposição de produtos agrícolas marcou hoje (quarta-feira), em Benguela, o acto provincial dos dias Internacional da Mulher Rural e Mundial da Alimentação, assinalados a 15 e 16 de Outubro, respectivamente, que decorreu sob o lema “Investir na mulher rural é garantir a estabilidade económica das comunidades”.

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Exposição de Produtos Agrícolas

Foto: BARTOLOMEU DO NASCIMENTO

Durante a feira, foram expostos produtos do campo produzidos por mulheres associadas em várias cooperativas de Benguela, como a banana, mandioca, beringelas, hortícolas, cana-de-açúcar, entre outros.

Ao intervir no acto, a vice-governadora para o sector político, social e económico, Deolinda Valiangula, enalteceu o contributo da mulher rural na agricultura por contribuir no combate a fome e fortalecimento da economia doméstica.

Deolinda Valiangula explicou que o executivo angolano traçou uma política de diversificação da economia, onde elegeu 54 produtos essenciais, na sua maioria agrícolas, dai que a responsabilidade da mulher é acrescida, mormente no aumento da produção, alimentação das famílias e estabilidade da economia.

“Para se poder trabalhar efectivamente há que começar a trocar a enxada e a catana por tractores, porque nesta era precisa-se de uma agricultura mecanizada para produzir mais e poder vender o excedente”, frisou a vice-governadora, que pediu ao administrador municipal para ajudar as cooperativas, porque mesmo sem máquinas já mostraram resultados satisfatórios.

Na ocasião, Margarida Severino, da Cooperativa Zona Verde, salientou que se pode melhorar e aumentar a produção, sendo para isso necessário o apoio do governo em termos de sementes, fertilizantes, produtos de combate a pragas e combustível.   

Já a camponesa Domingas Cassinda referiu que existe muita produção na zona do vale do Cavaco, mas que é preciso mais apoio em adubos, por estar muito caro no mercado paralelo, onde o quilograma custa kzs 250.

Na mesma senda, no município da Ganda (Benguela), mulheres rurais organizadas em cooperativas agrícolas solicitaram apoio em sementes, adubos e instrumentos de trabalho para relançar a produção na região.

As mulheres ressaltam a necessidade do governo criar condições de abastecimento de água canalizada, através da instalação do sistema de furos.

Referiram que, com uma população estimada em cerca de seis mil habitantes, na sua maioria mulheres rurais, a povoação da Canjola (Babaera) está há mais de 40 anos sem o fornecimento de água canalizada, cujas pessoas são obrigadas a percorrer grandes distâncias em buscas do líquido nos rios.

Consideraram que a água acarretada dos rios nem sempre encontra-se em boas condições para consumo humano, causando certas enfermidades gastrointestinais aos consumidores.

A recuperação da via de acesso entre a povoação e a sede comunal, visando a facilitar a evacuação de produtos do campo à cidade, é outra preocupação manifestada.

O Dia Internacional da Mulher Rural foi instituído pela Organização Das Nações Unidas (ONU), em 1995, e pretende elevar a consciência mundial sobre o papel da mulher rural. Uma justa homenagem a essas mulheres que geram vida no campo, nos lugares mais secos e longínquos que se possa imaginar.

Essas mulheres estão presentes fortemente na agricultura familiar, sendo as principais responsáveis pela produção de alimentos, mesmo não sendo, na sua maioria, proprietárias das terras onde trabalham. Muitas vezes, o seu trabalho é visto como ajuda, pela própria família, ao invés de reconhecê-lo como trabalho de facto. Não é possível imaginar a agricultura familiar e o desenvolvimento sustentável que tanto queremos sem a participação directa das trabalhadoras rurais.

 O Dia da Mundial da Alimentação é comemorado no dia 16 de Outubro e serve para assinalar a fundação da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), em 1945.

A data foi implementada para alertar sobre a importância da alimentação saudável, acessível e de qualidade, chamada de “Segurança Alimentar e Nutricional”.

Também foca-se nos problemas sociais associados a ela, por exemplo, a fome, a desnutrição, a pobreza, dentre outros.

Segundo a Constituição e a Declaração Universal dos Direitos Humanos, todos os seres humanos têm direito à alimentação.

Porém, muitas pessoas ainda passam fome e sofrem com carências nutricionais. Esse problema tem gerado um grande impacto na saúde de milhares de pessoas.

No mundo, estima-se que 805 milhões de pessoas vivam em estado de subnutrição.

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