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29 Abril de 2020 | 18h22 - Actualizado em 29 Abril de 2020 | 18h26

Covid-19: Circulação de pessoas sem necessidade preocupa sociedade

Luanda - A circulação de pessoas na via pública, na sua maioria sem necessidade e protecção, à margem do Decreto Presidencial sobre Estado de Emergência, tem estado a preocupar várias sensibilidades da sociedade que solicitam uma actuação mais activa dos órgãos de defesa e segurança para se evitar possíveis contágio com a covid-19.

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Dístico do COVID-19, novo Coronavírus

Foto: Divulgação

Na Lunda Norte, o governador Ernesto Muangala apelou a população no sentido de colaborarem com Estado, nas medidas de prevenção do novo coronavírus (Covid-19), permanecendo em casa, sob pena de continuarem a ser responsabilizados criminalmente por desobediência.  

Preocupado com o comportamento dos munícipes do Chitato, que insistem em circular nas principais artérias da cidade sem material de protecção (máscaras e luvas), Ernesto Muangala aconselha os cidadãos a circularem apenas por necessidades extremas, com vista a evitarem o contágio da doença.

O governante encoraja os órgãos de defesa e segurança a redobrarem a sua actuação, com vista a se evitar a circulação de pessoas na província.

Na cidade do Luena, província do Moxico, os citadinos insistem em “atropelar “ medidas de prevenção contra pandemia, sobretudo, os que procuram serviços dos bancos entre outros estabelecimentos comerciais, pois não respeitam o distanciamento e muitos não usam as máscaras faciais.

Numa ronda realizada nesta quarta-feira, pela Angop, no Luena, foi notória a aglomeração de pessoas nas multicaixas (ATM) das agências bancárias e em estabelecimentos comerciais, sem respeitar as medidas de prevenção da covid – 19 estabelecidas pelas autoridades competentes.

O professor Euclides Salomão apelou as autoridades competentes a adoptarem medidas rigorosas que visam o cumprimento regrado das medidas de prevenção.

Na cidade de Mbanza Congo, província do Zaire, os munícipes também desobedecem as medidas do Decreto Presidencial sobre o Estado de Emergência.

Numa ronda igualmente efectuada hoje, quarta-feira, pela Angop, nesta parcela do país, foi notório o aglomerado de pessoas em unidades comerciais sem fazerem o uso de máscaras e luvas, bem como o incumprimento de distanciamento social.

Anabela Vicente, operadora de caixa de um estabelecimento de venda de produtos cosméticos, sugeriu aos agentes da ordem pública a vetarem a entrada em locais públicos de quem desobedecer estas medidas de prevenção da covid-19.

Pedro Maiuma, gerente de um estabelecimento comercial, mostrou-se indignado com o comportamento de muitos cidadãos que recusam usar máscaras e manter o distanciamento recomendado.

Na província do Huambo, o secretário adjunto da Unita nesta região, Teodoro Fernando Nambelo, destacou a necessidade do cumprimento rigoroso das medidas de prevenção da pandemia da Covid-19, para evitar possíveis casos de transmissão comunitária.

Segundo o político, em conferência de imprensa, o Governo tem a obrigação de criar condições para responsabilizar todos aqueles que desobedecerem o Estado de Emergência, decretado pelo Presidente da República, João Lourenço, do qual a Unita apoia, no sentido de evitar a proliferação do vírus na comunidade.

Em Angola, o Estado de Emergência vigora desde 27 de Março último.

Desde a última prorrogação do Estado de Emergência, a 26 decorrente, com uma maior flexibilização, verifica-se por todo o país um elevado número de cidadãos que têm desobedecido as recomendações no sentido de um maior distanciamento social, bem como outras medidas de precaução, o que leva ao aumento dos apelos para o seu cumprimento.

Angola já registou 27 casos positivos da Covid-19, dos quais dois mortos e sete recuperados (dois dos quais com alta médica), sendo um caso de transmissão local.

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