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10 Julho de 2020 | 15h52 - Actualizado em 10 Julho de 2020 | 15h51

Regularização da toponímia do Bailundo a espera do aval do MAT

Bailundo - O processo de regularização da toponímia das principais ruas da vila municipal do Bailundo, 75 quilómetros a Norte da cidade do Huambo, está a dependente do aval do Ministério da Administração do Território (MAT), para a sua efectivação.

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Edificio da administracção muncipal do Bailundo

Foto: Aurelio Janeiro

Chefe de Repartição de Fiscalização do Bailundo, Salvador Júnior Gonga

Foto: Aurelio Janeiro

Segundo o chefe de repartição Fiscalização no município do Bailundo, Salvador Júnior Gonga, em declarações hoje, sexta-feira, à ANGOP, trata-se de uma iniciativa local que visa, entre outros, homenagens os heróis da luta contra opressão colonial portuguesa, com a atribuição dos seus nomes às ruas.

Referiu que naquilo que são as competências da administração local tudo foi feito e, posteriormente, remetido ao MAT para a devida autorização, cujo prazo de resposta ou retorno da documentação já terá vencido, daí a necessidade de continuar a pressionar, para a concretização do projecto.

Salvador Júnior Gonga informou que, de acordo com a Lei 14/16 (Lei de Bases da Toponímia), pretende colocar placas de identificação com nomes de figuras histórias, entre políticas, religiosas e tradicionais, em gesto de reconhecimento daqueles que tudo fizeram para que o Bailundo e o Planalto Central, de forma geral, se mantivesse firme aquando da ocupação colonial.

Realçou que a homenagem a estas figuras na nova toponímia visa, igualmenet, conservar e divulgar o património histórico-cultural do Bailundo, onde se encontra o “poderoso reino da tribo Ovimbundu”, considerado símbolo de resistência do povo contra a ocupação colonial, que, muitos anos depois do seu aparecimento “século XV”, continua a marcar a história e a tradição nacional.

Paralelamente, acrescentou a administração do município deu início, esta semana, ao projecto de colocação de placas de sinalização e identificação territorial das comunas, além de tabelas de indicação ao longo das vias, para uma melhor localização das áreas de destino, por parte de viajantes e possíveis investidores.

Fundado a 16 de Julho de 1902, pelo português Teixeira da Silva, Bailundo ascendeu a categoria de vila, através do decreto-lei nº 54 do Boletim Oficial nº1.

No mesmo ano (1902), foi criado o Posto do Bimbe, a 16 de Julho, passando então a denominar-se Katapi e, posteriormente por Vila Teixeira da Silva.

A conhecida terra do Rei Ekuikui possui uma extensão de sete mil e 65 quilómetros quadrados e uma população estimada em 380 mil habitantes, distribuídos em 70 povoações comerciais e 568 bairros e aldeias que compreendem as suas cinco comunas, nomeadamente: Henque, Lunje, Bimbe, Luvemba e sede municipal.

Assuntos Província » Huambo  

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