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30 Julho de 2020 | 17h03 - Actualizado em 30 Julho de 2020 | 17h54

Huíla rende última homenagem a Kundi Paihama

Quipungo - Os restos mortais do general Kundi Paihama, falecido vítima de doença, já repousam no cemitério municipal de Quipungo, após a última homenagem feita no local, a sua terra natal.

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O dia começou com um culto de corpo presente no anfiteatro da reitoria da Universidade Mandume Ya Ndemofayo, no Lubango, onde estiveram presentes familiares e várias entidades, nomeadamente deputados, ministros e o governador local, Luís Nunes.

De seguida o corpo seguiu por via área para o município da Matala, de onde partiu por terra para o Quipungo, 60 quilómetros a norte, onde foi sepultado.

Em mensagens lidas antes, foram destacadas a dedicação do defunto general Kundi Paihama no processo de conquista e consolidação da paz, em Angola.

Numa nota de condolências, o Presidente da República, João Lourenço, afirmou que o general Kundi Paihama é uma “figura cimeira” da história da luta de consolidação da independência nacional e na organização do Estado nas frentes políticas e de segurança.

“Homem de grandes qualidades humanas, profundamente inserido nas comunidades que o viu nascer e defensor da causa maior do povo angolano, o general deixa um legado que as novas e futuras gerações devem cultivar”, afirma o Presidente da República na mensagem.

A Fundação Eduardo dos Santos (FESA), na sua mensagem, destacou o general como um dos maiores filhos da pátria, homem destemido, político íntegro, combatente destacado pela liberdade dos angolanos, pela paz e desenvolvimento do país.

Em todas as funções que exerceu, lê-se na mensagem, soube elevar os valores do patriotismo, da dignidade humana e do sentido de missão, constituindo a sua morte uma perda “irreparável”.

Ludimila Paihama, em nome dos filhos, afirmou que o pai  deixa um legado de união, amor à família, honestidade e integridade, assim como o ensino de que as maiores riquezas da vida são o temor a Deus, a família, a educação e a terra.

Já o elogio fúnebre das Forças Armadas Angolanas (FAA) ressaltou que o general era um homem determinado, virtuoso e devoto às causa da nação que o viu nascer, militar destemido e um governante exigente que demonstrou coragem, fé e bravura, assim como força moral em tempos de adversidades.

“Uma das marcas da sua personalidade era a intolerância com os covardes e oportunistas, a resistência a solidez que o trouxeram alguns dissabores, ultrapassados com sagacidade na resolução dos problemas deparados. Vai ser lembrado como um homem de estatura invulgar “, continuou.

Kundi Paihama, general das FAA, nasceu no município de Quipungo, província da Huíla, a 12 de Dezembro de 1944. Deixa viúva e 13 filhos.

Durante a sua trajectória foi comissário provincial do Cunene, ministro do Interior, da Segurança de Estado, comissário provincial de Benguela e presidente do Conselho Militar da sétima Região, ministro de Estado para a Inspecção e Controlo Eestatal, director de campanha do MPLA, conselheiro do chefe de estado-maior, governador da Huíla, de Benguela, ministro da defesa nacional, governador do Huambo e do Cunene, e deputado à Assembleia Nacional pelo MPLA.

Assuntos Província » Huíla  

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