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13 Agosto de 2020 | 18h46 - Actualizado em 13 Agosto de 2020 | 18h46

INIPM aponta depleção do oxigénio na origem da morte de peixes

Luanda- A depleção dos níveis de oxigénio na água é apontada, pelo Instituto Nacional de Investigação Pesqueira e Marinha ( INIPM), como a causa da morte de peixes na Baía da Ilha de Luanda.

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As pesquisas apontam que a água atingiu concentrações inferiores a 1.164 ml/L segundo a resolução da CONAMA 375/05 (2), sendo que ovalor mínimo de oxigénio  dissolvido para a preservação da vida aquática é de 5,0 ml/L.

De acordo com o INIPM a que a Angop teve acesso, a mortandade afectou, maioritariamente, as espécies  mariquita, galucho, peixe prata, tainha, palheta e salmonete, típicas da Baia de Luanda.

Conforme a instituição, nesta altura é frequente  registar-se ventos fracos e como consequência dificulta a mistura das massas, levando a estagnação, com depleção  dos níveis do oxigénio dissolvido.

As temperaturas são inferiores a 23ºC associado ao excesso de matéria orgânica proveniente da actividade antropogénica resultam no florescimento de várias espécies de microalgas, com coloração da água acastanhada e depleção do oxigénio dissolvido.

Os investigação concluíram  ainda que a baixa do oxigénio dissolvido altera o factor de condição das espécies,  que em casos extremos, como ocorrido nos últimos cinco dias, leva a mortandade dos peixes por asfixia.

“Muitas microalgas que foram identificadas, de acordo com a comissão (COI), são referentes como produtores de biotoxinas, com impacto para saúde humana”, lê-se na nota.

A entidade apela a não comercialização e consumo de pescado capturado na Baia de Luanda.

O instituto, dentro do seu programa de investigação, tem previsto a continuidade de monitorização  ambiental da Baia de Luanda para,  no futuro, em colaboração com entidades estabelecer um sistema de alerta.

   

Assuntos Angola  

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