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24 Outubro de 2020 | 21h37 - Actualizado em 24 Outubro de 2020 | 21h41

Governadora repudia desacatos em Luanda

Luanda - A governadora de Luanda, Joana Lina, repudiou, neste sábado, os actos de desacato protagonizados por cidadãos, durante uma manifestação organizada pela sociedade civil.

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Joana Lina, Governadora de Luanda

Foto: Gaspar dos Santos

Em declarações à imprensa, a governante disse que a manifestação não causou vítimas mortais, mas resultou em danos materiais por quantificar.

A manifestação, frustrada pela Polícia Nacional, não foi autorizada pelas autoridades da Província de Luanda, por força das medidas restritivas de prevenção e combate à pandemia da Covid-19.

Conforme o novo Decreto Presidencial sobre a Situação de Calamidade Pública, em vigor desde hoje, não são permitidos ajuntamentos, de qualquer natureza, superiores a cinco pessoas, na via pública", para prevenir infecções.

Todavia, centenas de cidadãos, incentivados por activistas da sociedade civil e membros do partido Unita, tentaram protestar contra a não indicação de uma data para as eleições autárquicas, a falta de emprego, assim como exigirem melhores condições sociais.

A tentativa de manifestação ficou marcada por actos de enfrentamento às forças policiais, incluindo o arremesso de pedras e outros objectos, vandalização de bens públicos, barreiras nas estradas e queima de pneus, por parte dos manifestantes, resultando em um número por determinar de feridos e detidos.

Segundo a governadora de Luanda, para além dos danos causados e dos constrangimentos ao trânsito, os manifestantes desrespeitaram as orientações contidas no Decreto Presidencial.

Apesar de ser um direito consagrado na Constituição, Joana Lina apelou ao bom senso da sociedade, no sentido de evitar aglomerados na via pública, para prevenir contaminações.

"Trata-se de uma violação das medidas impostas pelo Executivo, cujo objectivo é proteger a vida dos cidadãos. Devemos entender que se trata de uma doença de transmissão rápida e letal. Portanto, todo o cuidado é pouco", expressou.

Segundo a gestora de Luanda, não se trata de uma vontade do Executivo angolano, mas sim de uma orientação da OMS. "Não se trata de impedir ou limitar direitos fundamentais. O governo está apenas a proteger a vida humana", reforçou.

A divertiu que actos do género não serão permitidos, novamente, em Luanda, convidando os angolanos para se baterem pela paz e manutenção da ordem pública.

Assuntos Angola  

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