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04 Setembro de 2019 | 17h42 - Actualizado em 05 Setembro de 2019 | 11h13

Pilotos da TAAG descartam greve este ano

Luanda - O Sindicato de Pilotos de Linha Aérea (SPLA) da TAAG garantiu ter chegado a entendimento com a companhia nacional de bandeira para a suspensão da greve desta quinta-feira (dia 5), e descartou qualquer outra intenção de paralisação dos serviços, este ano.

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Passageiro da TAAG desembarcando em Cabo Verde, por ocasião da reabertura da rota Luanda/Ilha do Sal

Foto: Lino Guimarães

Em declarações à Angop (hoje), em reacção a um comunicado das Linhas Aéreas de Angola que atesta a desconvocação da referida greve, o secretário-geral do sindicato dos pilotos, Horácio Cruz, informou que as partes reuniram a 30 de Agosto e voltarão a sentar-se a 23 de Outubro.

“Nesse encontro ficou combinada a elaboração, no próximo mês, de um novo Acordo Laboral para revogar o de 2005, com prazos pré-definidos para o novo quadro remuneratório, direitos, regalias sociais, plano de saúde, condições de reforma, deveres dos pilotos e da empresa” – resumiu.

Explicou que os 140 pilotos sindicalistas exigem, entre outras melhorias, um salário aproximado a oito mil dólares (mesmo que equivalente em kwanza), por representar a média do mercado internacional, a inclusão de parentes no plano de saúde e que este sirva também para a reforma.

Aquando do anúncio oficial da greve, no dia 27 do mês passado, o SPLA impunha (no último caderno reivindicativo) salários compatíveis à complexidade da sua actividade e da aviação, no geral, e condições sociais que garantam a estabilidade psico-emocional dos pilotos

No comunicado, os sindicalistas da companhia defendiam igualmente justas ajudas de custo para viagens internacionais, valorização e equidade remuneratória entre profissionais com as mesmas funções, para se travar a fuga destes profissionais para outras congéneres.

O manifesto do Sindicato dos Pilotos de Linha Aérea referia que, devido a sucessivos incumprimentos, por parte da empresa, de pontos constantes de vários “memorandos”, de 2011 a presente data, a TAAG perdeu 12 jovens profissionais, entre co-pilotos e comandantes.

Segundo o documento do SPLA, este ano de 2019, mais de dez pilotos já fizeram entrevistas em operadoras internacionais com sucesso, e aguardam pelas chamadas para abandonar a transportadora angolana, que conta actualmente com 3.100 funcionários.

A TAAG é uma das 195 empresas que o Executivo deve privatizar até 2022 no âmbito do Programa de Privatizações (ProPriv) e, dados do sindicato dos pilotos, apontam para um número significativo de tripulantes que se aproxima aos 65 anos (idade limite de voo imposto por lei).    

Assuntos Aviação   Greve   TAAG  

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