Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Benguela

Benguela

Rica tradição histórica-cultural. Límpidas praias de águas cristalinas e possui o segundo porto mais importante do país, o do Lobito.

Benguela

Pontos naturais e históricos

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Prédios históricos, igrejas e fortalezas antigas, faróis, museus e outros monumentos arquitectónicos compõem a variedade de atractivos históricos de Benguela. Tem as primeiras locomotivas: Há 102 anos, deram vida ao Caminho-de-ferro de Benguela. Casa da primeira emissão da radiodifusão em Angola: A primeira emissão foi feita em 1933, por Álvaro de Carvalho.

Cemitério do Calundo

Construído em 1881 e, 122 anos depois, continua a funcionar. Estação do Caminho-de-ferro, construção histórica localizada na Catumbela. Há faróis, equipamentos centenários que iluminam a costa marítima do Namibe a Benguela. Fortaleza de S. Sebastião no Egipto Praia: Monumento secular da arquitectura militar situado na Catumbela.


Forte de S. Pedro: Construção militar antiga localizada na Catumbela.


Igreja da Nossa Senhora do Pópulo Museu da Escravatura.O Museu – cujo prédio serviu de ponto de partida para a exportação de milhares de escravos angolanos para América do Sul – precisa de restauração. Vila da Catumbela.


Entre as cidades de Benguela e Lobito encontramos a histórica vila Catumbela, banhada por um rio do mesmo nome. Nesta localidade podem-se apreciar locais históricos dos tempos da ocupação portuguesa. Contam os historiadores que Catumbela foi uma das localidades a ser inicialmente visitada pelos viajantes portugueses que enfrentavam os mares bravios para atingir as Índias. Constam nos livros antigos que os primeiros confrontos armados foram registados justamente nesta localidade, em 1916.

 

Atractivos Culturais

A cultura em Benguela é caracterizada por um vasto manancial que se estende desde a música, dança, literatura, escultura, museologia, monumentos e sítios que preservam a memória colectiva daquilo que foi o património da província e sua influência para o desenvolvimento cultural do país. A província tem dez bibliotecas.

As artes plásticas e o artesanato, com variados tipos de materiais, estão fortemente implantados em Benguela, dando dimensão cultural aos valores das artes locais.

 

Carnaval

O Carnaval nesta parte Sul do país ficou marcado com o aparecimento dos grupos "Fineza", da cidade do Lobito, e o grupo "Kafakumba", da cidade de Benguela, entre os anos 1930 e 40. O grupo carnavalesco “Luz e Água”, do Lobito, foi fundado em 1940 e, recentemente, foi homenageado pela sua antiguidade numa pomposa cerimónia.

Por essa altura, o sucesso no Carnaval do Lobito era partilhado por dois grandes grupos, sendo o primeiro, o já referido "Fineza", do Bairro da Canata, e o grupo "Luz e Água" da Kanjanguela, bairros vizinhos. Até a data da interrupção das realizações do Carnaval, por volta de 1975, faziam o Carnaval do Lobito com outros grupos, tais como "Coração", do Bairro da Caponte; "Beira-Mar", do Lobito Velho; "Água entre Sal", do Liro; "Bunda Muleza", da Nakapreta; "Sambalele", do Bairro Santomense; "Carioca", do Bairro S. João e outros.

Museu Nacional de Arqueologia localiza-se na cidade de Benguela e tem um acervo de cerca de 9.150 peças. O edifício onde funciona é uma obra do Século XVII / XVIII, onde os escravos eram armazenados temporariamente, até serem exportados para a América em navios negreiros. Ocupa um perímetro de 8.000 m2 e foi construído de blocos de pedra calcária, coberto de telha Marselha, e possui portões e gradeamentos de ferro maciço.

Depois do fim do tráfico de escravos, o edifício passou a pertencer à Alfândega de Angola. Em 1976, foi neste edifício criado o MNAB para, inicialmente, conservar os objectos arqueológicos existentes. Pouco tempo depois, foi criada uma equipa para pesquisa arqueológica que, sob direcção do seu fundador, o arqueólogo-conservador Luís Pais Pinto, iniciou as investigações por todo território nacional.

Museu de Etnografia do Lobito possui mais de 1.500 peças; 50 das quais representam peças da cultura Lunda-Cókwe.

Em 1966, um grupo de portugueses amantes de artes e da cultura angolana, pertencentes à ex-Câmara Municipal do Concelho do Lobito, deliberou por unanimidade a compra de um prédio pertencente ao Banco de Angola pelo preço de 500.000$00 (quinhentos mil escudos), a pagar por duas prestações iguais, destinado à instalação do Museu do Lobito. No dia 28 de Outubro de 1969, deu-se o lançamento do primeiro pilar para a construção do museu.

A 11 Novembro 1978, reabre ao público com a devolução de todo património cultural sob sua guarda. Desde então, o museu continuou com as suas actividades, recebendo peças etnológicas de várias partes do país.

 

Lazer Nocturno

No Lobito há bares nocturnos, discotecas e vários centros de lazer e diversão. Existem nove boites, 50 discotecas e dancings, 24 centros recreativos, três salas de jogos, 113 clubes de vídeo e 24 centros de audições musicais.