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Cuanza Norte

A província detém uma gama considerável de minerais. Está a receber grandes investimentos nacionais e internacionais.

Cuanza Norte

A província

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A província do Cuanza Norte, que terá sido baptizada com o nome de Salazar, durante a época colonial, tendo igualmente sido referenciada como a "cidade jardim", ficou marcada pela guerra, sobretudo depois das eleições de 1992, tendo sofrido, por consequência, a pilhagem e a destruição dos edifícios públicos e dos bens da população local. Com o estabelecimento da paz, em Angola, a província tem procurado não só atrair investimentos nacionais e internacionais, como também mostrar as potencialidades da região com o objectivo de recuperar e de relançar a economia da província.

Cuanza Norte está ligada á história do reino do Ngola, pois foi neste território, mais exactamente na região actualmente designada Matamba, no município de Samba Cajú, que nos longínquos anos de 1650 viveu a rainha Ginga Mbandi.

Em 1914 o então governador colonial de Angola, o português Norton de Matos, criou o Distrito do Cuanza. Através de uma portaria de 15 de Setembro de 1917 o distrito foi dividido em Norte e Sul e fruto da sua localização na margem norte do rio Cuanza, esta parcela territorial recebeu o nome de Cuanza Norte.

 O actual Cuanza Norte, sobretudo as zonas de Kambambe e Golungo Alto, são das terras do interior de mais antiga ocupação portuguesa dos fins do século XVI e princípios do século seguinte. O rio Cuanza foi a grande via de penetração portuguesa para o interior.

Há notícias de em 1604 passarem por Kazengo, actual município sede da província do Cuanza Norte, as mercadorias que, subindo de Luanda, pelo referido rio, até proximidades de Kambambe, eram daí transportadas para terras do interior.

Prova suficiente disso é também a fundação do Presídio de Ambaca, há poucos quilómetros de Ndalatando, em 1614. 

No passado, Cuanza Norte já constituiu uma intendência da Antiga Província do Congo, da qual foi desanexada em Outubro de 1954.

 

Superfície

A província de Cuanza Norte tem uma superfície de 24.110 km quadrados.

 

Distância em relação às outras cidades

 

Divisão Administrativa

N'dalatando é a capital da província do Cuanza Norte e tem os seguintes municípios:

Município Comunas
Cazengo Cazengo (SEDE)
Canhoca
Ambaca Camabatela (SEDE)
Bingo
Luínga
Maua
Tango
Banga Banga (SEDE)
Aldeia Nova
Caculo Cabaça
Cariamba
Bolongongo Bolongongo (SEDE)
Quiquiemba
Terreiro
Cambambe Dondo (SEDE)
Quilemba
Dange ia Menha
Massangano
Zanza do Itombe
Gonlungo-Alto Golungo-Alto (SEDE)
Cambondo
Cerca
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Ngonguembo Quilombo dos Dembos (SEDE)
Camame
Cavunga
Lucala Lucala (SEDE)
Quiangombe
Quiculungo Quiculungo (SEDE)
Samba-Cajú Samba-Cajú (SEDE)
Samba-Lucala

 

Clima

De clima tropical húmido, apresenta uma temperatura média entre os 22 e os 24°C.

 

Grupos Étnicos

A população de Cuanza Norte é, na sua maioria, da etnia Umbundo. A língua nacional mais falada é o Kimbundo.

 

População

Tem uma população estimada em 418 000 habitantes (2004), estando a sua maioria concentrada na capital provincial.

 

Recursos Naturais

A província detém uma gama considerável de minerais tais como: O ouro, diamantes, ferro, manganês, mármores, níquel, quartzo, zinco e cal. O manganês, o ferro e o mármore que já se exploravam em tempos idos e será necessária a reactivação de exploração. Para os restantes minerais impõe-se a necessidade de uma avaliação e quantificação das jazidas existentes para permitir estudos de exploração de diamantes na bacia do rio Cuanza.